Câmara de Representantes americana congela votação de TLC com Colômbia

Washington, 10 abr (EFE).- A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou hoje o congelamento da votação do Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia, como uma medida de pressão para exigir mais proteções de direitos humanos e trabalhistas neste país.

EFE |

Com 224 votos a favor e 195 contra, a Câmara Baixa, dominada pelos democratas, aprovou uma resolução que elimina o prazo obrigatório de 90 dias legislativos para votar o TLC e que, na prática, congela indefinidamente sua votação.

"Sem um prazo arbitrário, a Câmara de Representantes examinará o TLC no tempo apropriado e sob as condições certas", disse a legisladora Louise Slaughter, presidente do Comitê de Regras, antes da polêmica votação, que gerou objeções da Casa Branca.

A votação, na qual os legisladores seguiram a linha adotada por seus respectivos partidos, surge em um momento em que a Casa Branca mantém uma feroz campanha a favor do convênio, mostrando argumentos econômicos, geopolíticos e de interesse nacional.

A representante comercial dos EUA, Susan Schwab, afirmou que a Casa Branca já realizou extensas consultas com o Legislativo e, portanto, a estratégia democrata de hoje "só prejudicaria os trabalhadores, agricultores e prestadores de serviços do país".

A medida foi aprovada em um momento de grande incerteza econômica para os Estados Unidos, o que os democratas e sindicatos utilizaram como justificativa para se opor ao TLC com a Colômbia, e exigir mais proteções para a classe média do país.

Durante o debate da resolução, os republicanos apelidaram a medida de "lei Hugo Chávez", sugerindo que a rejeição do TLC encorajaria a posição antiamericana na região, liderada pelo presidente venezuelano.

Só três republicanos votaram a favor da resolução. Os demais insistiram que o pacto comercial fortalecerá as exportações americanas e "nivelará o terreno" para a economia dos Estados Unidos.

Mas a oposição reiterou que a votação de hoje não era sobre o livre-comércio, mas um trâmite legislativo para impedir que o presidente George W. Bush lhes obrigasse a votar o TLC antes do fim de ano.

Os democratas condenaram a decisão do chefe da Casa Branca de remeter ao Congresso, sem o seu consentimento, a legislação para a entrada em vigor do TLC com a Colômbia, assinado em novembro de 2006. EFE mp/gs

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