Câmara baixa do Japão é dissolvida

Tóquio - O presidente da Câmara Baixa do Japão, Yohei Kono, leu hoje o édito do imperador Akihito que ordena a dissolução da câmara baixa do país, com vistas à convocação de eleições gerais para o dia 30 de agosto.

EFE |

A dissolução da câmara baixa foi ordenada em sessão plenária depois de o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, e seu Gabinete a terem aprovado na manhã desta terça-feira.

AFP
Primeiro-ministro do Japão, Taro Aso aprovou a dissolução da Câmara

O próximo pleito geral será o primeiro desde setembro de 2005, quando houve a reeleição do ex-primeiro-ministro Junichiro Koizumi e o Partido Liberal-Democrata (PLD), do primeiro-ministro Aso, ganhou 303 dos 480 cadeiras da Câmara Baixa. Nessa eleição, a principal legenda da oposição, o Partido Democrático (PD), conseguiu 112 cadeiras, enquanto o aliado do PLD, o Novo Komeito, elegeu 31 deputados.

Os membros do partido de Aso se reunirão na tarde desta terça-feira para confirmar a data das próximas eleições e estudar o plano da legenda para conseguir mais uma vitória eleitoral. No entanto, muitos analistas preveem uma derrota do PLD, que está no poder há mais de 50 anos, à exceção de uma pausa em 1993.

Quem vai liderar o opositor PD nas próximas eleições será Yukio Hatoyama, enquanto Aso deve defender as fileiras do PLD. Alguns legisladores do partido governamental contrários a Aso criticaram recentemente o primeiro-ministro e pediram que seja substituído na liderança da legenda antes do pleito, especialmente depois da derrota do PLD nas recentes eleições locais à Assembleia de Tóquio.

Aso, de 68 anos, foi eleito como líder do partido em setembro de 2008 por seus correligionários depois da renúncia de Yasuo Fukuda.

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