Câmara aprova proibição a entrada nos EUA de presos de Guantánamo

Washington, 4 jun (EFE).- A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou hoje por maioria uma emenda que proíbe a entrada no país dos detidos na base americana de Guantánamo, em Cuba, como parte de um projeto de lei de despesas para a segurança aérea.

EFE |

Com 397 votos a favor e 25 contra, os deputados deram apoio ao projeto de lei que destina um orçamento de perto de US$ 15,7 bilhões à Administração de Segurança no Transporte (TSA), para o ano fiscal 2010.

Dentro dessa norma, a Câmara aprovou uma emenda patrocinada pelos republicanos Peter King e Mark Souder para que os supostos terroristas detidos em Guantánamo sejam incluídos em uma lista do Governo federal de pessoas com proibição de entrar nos EUA.

No Congresso, aumentam as pressões para que o presidente Barack Obama apresente um plano detalhado sobre o que fará com os 240 presos que permanecem em Guantánamo, uma vez que o centro de detenção realmente seja fechado.

Muitos republicanos, e alguns democratas, não querem que os detidos sejam transferidos a território americano, enquanto vários países europeus, que se mostraram dispostos a aceitar alguns dos presos, querem que os EUA assumam parte da responsabilidade.

A emenda de King e Souder foi aprovada com 412 votos a favor e 12 contra. O projeto inteiro tem que ser ratificado no Senado para se transformar em lei.

A lista secreta, criada após os atentados de 2001, é conhecida em inglês como "no fly list" e nela as autoridades incluem os nomes das pessoas que não podem entrar em voos comerciais com destino aos EUA.

"Com a aprovação arrasadora da emenda, me estimula ver que os democratas estão começando a entender as sérias repercussões para a segurança nacional que tem a decisão do presidente Obama de fechar Guantánamo e possivelmente soltar réus perigosos nos EUA", afirmou King em comunicado.

Ao apontar que pelo menos 74 dos detidos postos em liberdade pegaram de novo em armas contra os EUA, King insistiu que é "necessário e razoável" que as autoridades coloquem os presos de Guantánamo nessa lista.

"Obrigar os americanos a se sentar ao lado de terroristas em voos comerciais seria degradante", afirmou. EFE mp/rr

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