A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira, por 246 votos a 183, o plano de estímulo econômico de US$ 787 bilhões proposto pelo presidente Barack Obama. O plano deve ser submetido agora a votação no Senado.

O pacote não foi apoiado pelos republicanos. Na semana passada, uma versão anterior também não recebeu nenhum voto da oposição.

Antes da votação, Obama disse que a aprovação no Congresso era "crítica" e que o plano, que inclui o corte de taxas, "salvaria ou criaria mais de 3,5 milhões de empregos".

O presidente americano disse que, a longo prazo, o governo deve diminuir seus gastos.

"Teremos que viver de acordo com os nossos recursos", disse ele em Washington.

"Temos uma oportunidade única de agirmos com ousadia, transformar adversidade em oportunidade e usar essa crise como uma de chance transformar nossa economia para o século 21."
"Essa é a intenção principal do plano de estímulo e reinvestimento que eu apresentei ao Congresso."
"Precisamos enfrentar a crise no setor imobiliário, que tem sido uma das origens dos nossos desafios econômicos."
Antes da votação, o representante republicano Mike Pence disse que "a única coisa que o plano de estímulo democrata fará é estimular mais dívidas e o governo".

A Câmara dos Representantes aprovou uma primeira versão do pacote no final de janeiro, sem contar com o apoio dos republicanos.

Nesta terça-feira, o Senado aprovou uma nova versão do programa, com pouco apoio dos republicanos.

Representantes das duas casas tiveram que chegar a um texto comum, que, se aprovado, deve ser sancionado por Obama.

Obama afirmou que deseja que a proposta seja aprovada no Congresso e chegue à sua mesa neste final de semana para ser ratificada.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.