Calor agrava incêndio na Austrália

Sydney (Austrália), 31 jan (EFE).- Os bombeiros encontram dificuldades para combater um incêndio que destruiu 30 casas e mais de 6.

EFE |

200 hectares de floresta no estado de Victoria, na Austrália, devido á forte onda de calor, que já matou 30 pessoas naquela região e pode ser obre de um piromaníaco.

Trabalhando há dois dias, sem sucesso, cerca de 230 bombeiros construíram hoje uma barreira para impedir que as chamas alcancem a fiação elétrica da cidade de Melbourne, capital de Victoria.

Desesperado, John Brumby, líder do Governo de Victoria, disse que a situação "está nas mãos dos deuses", e que torce para que o vento sopre na direção contrária às linhas de eletricidade.

Brumby acrescentou que a Polícia investiga a origem dos incêndios e que tudo indica que há um piromaníaco na região.

As autoridades em Victoria tentam evitar uma tragédia semelhante à do estado da Austrália do Sul, onde a falta de eletricidade junto com a onda de calor é considerada uma causa adicional do alto número de mortes súbitas registradas entre ontem e hoje.

Embora as autoridades não tenham dado um número oficial, o secretário de Saúde da Austrália do Sul, John Hill, disse ser "óbvio" que um número significativo destas mortes "está associado ao calor".

Ontem, um porta-voz policial informou que houve 24 mortes súbitas no Estado e hoje a emissora de TV "ABC" informou de outros seis falecimentos.

A Polícia de Victoria não deu números relativos a mortos no estado, mas a imprensa local afirma que o serviço de emergência atendeu 105 incidentes relativos a pessoas afetadas pelo calor.

Acredita-se que a temperatura nas capitais de Victoria (Melbourne) e da Austrália do Sul (Adelaide) voltem a superar os 40 graus, enquanto no interior podem chegar a 45 graus.

Temperaturas assim não são registradas no país desde que se começou o registro meteorológico, em 1855.

O forte calor aumentou o consumo de energia a níveis recorde e teme-se que a rede elétrica não aguente essas condições, o que pode deixar de novo milhares sem luz. EFE mg/jp

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