Californianos reclamam de planos orçamentários de Schwarzenegger

Sacramento (EUA), 15 mai (EFE).- Os planos orçamentários propostos pelo governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, que incluem cortes na educação e saúde, geraram reclamações e frustração entre a população desse estado.

EFE |

Esses planos contemplam reduções orçamentárias a programas e serviços, a demissão de milhares de funcionários públicos, a libertação de milhares de prisioneiros e a venda de propriedades históricas do estado.

Na próxima terça-feira, os californianos irão às urnas para decidir o futuro de várias proposições, incluindo uma que contempla o aumento de alguns impostos, com as quais o Governo local procura uma saída para a grave situação fiscal do estado.

"A perda de receita com impostos que seriam gerados se os referendos forem aprovados seria devastadora", disse hoje à Agência Efe Tim Hodson, diretor do Centro de Estudos da Universidade Estadual da Califórnia em Sacramento (CSUS).

Mesmo com a aprovação do aumento de alguns impostos, o estado enfrentará um déficit de mais de US$ 15 bilhões, mas sem esse aumento essa quantidade pode chegar a ultrapassar os US$ 21 bilhões.

Independentemente do que acontecer nos referendos de terça-feira, as propostas do governador devem ser debatidas no Parlamento estadual e os cortes que apresentam afetam sobretudo a educação pública, já que o financiamento escolar a cerca de 40% do orçamento californiano.

"Estes cortes vão ter consequências devastadoras," comentou a presidente da Associação de Juntas Escolares da Califórnia (CSBA, na sigla em inglês), Paula Campbell.

"Nosso governador e os legisladores têm de entender que estes cortes são inaceitáveis", acrescentou.

Mas nem todos os políticos pensam que a aprovação desses projetos vai solucionar os problemas fiscais do estado.

Certas coalizões, particularmente de saúde, asseguram que essas iniciativas são desastrosas para programas e serviços que ajudam os californianos mais necessitados.

"Com ou sem os referendos, estes cortes vão deixar centenas de milhares de pessoas sem seguro médico," alertou Anthony Wright, diretor do Health Access da Califórnia. EFE vw/mh

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