Califórnia propõe reduzir aos níveis de 1990 suas emissões de CO2 em 2020

Los Angeles (EUA), 26 jun (EFE).- O Governo da Califórnia tornou pública hoje a minuta de um ambicioso plano contra a mudança climática que implica na criação de um mercado americano de cotas de emissões de CO2, e na redução de suas emissões em 2020 aos níveis de 1990.

EFE |

A Agência de Proteção do Meio Ambiente da Califórnia, por meio de seu departamento de qualidade do ar, desenvolveu um documento que pretende servir como base de discussão para as futuras políticas ecológicas do estado.

Entre as propostas, destacou a criação de um mercado de compra e venda de direitos para gerar dióxido de carbono e que abrangeria 85% das emissões produzidas na Califórnia, para ser desenvolvido dentro do programa Iniciativa Climática Ocidental (WCI), que inclui sete estados dos EUA e três províncias canadenses.

Esse plano tem sua origem em uma lei aprovada em 2006 pelo governador do estado, Arnold Schwarzenegger, e vai além dos prazos fixados pelo Protocolo de Kyoto - cuja vigência termina em 2012 -, embora siga a mesma linha estabelecida no Japão.

O objetivo final da minuta será a redução dos gases poluentes californianos em 2020 até os níveis de 1990, que representam aproximadamente 10% das emissões atuais.

"Nossa sociedade não encara uma ameaça maior que a do aquecimento global. Esta minuta é um mapa de caminho para nos guiar em direção a um futuro mais limpo e sustentável, com independência energética e um meio ambiente mais saudável", afirmou Mary Nichols, presidente da California Air Resources Board (CARB).

Para atingir essa meta terão de exigir que os veículos tenham alto aproveitamento de combustível, uma lei que as autoridades do estado já tentaram promover, mas que foi freada pela Administração Bush.

Também deverão conseguir que um terço da energia consumida no território seja de fontes de renováveis, como o sol, o vento ou geotérmicas.

Além disso, as petrolíferas e refinarias teriam que melhorar a qualidade da gasolina produzida, cuja octanagem padrão se situa em 87, abaixo dos 95 octanos empregados na União Européia (UE).

Essa minuta aposta, também, pela transformação das cidades em locais mais habitáveis, onde o uso de automóvel não seja tão necessário, e no desenvolvimento de uma linha férrea de alta velocidade.

"Estamos convencidos de que os californianos enfrentarão este desafio e desenvolverão soluções criativas para melhorar nosso meio ambiente e o crescimento da economia", explicou Nichols.

A minuta será submetida a partir de agora à apuração dos legisladores, empresários, especialistas em meio ambiente e cidadãos, antes de se tornar realidade. EFE fmx/bm/fr

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