Califórnia marca outro triste recorde: a taxa de desemprego (11,5%)

A taxa de desemprego na Califórnia marcou outro recorde mês passado: foi para 11,5%, segundo cifras oficiais, com a perda de 69.000 postos de trabalho adicionais no Estado que abriga um dos mais importantes parques industriais dos Estados Unidos, entre eles o próspero setor do entretenimento.

AFP |

A taxa aumentou 0,4% desde abril no Estado mais povoado do país e um dos mais golpeados pela recessão, segundo o Departamento de Desenvolvimento do Trabalho.

Apenas outro quatro estados superaram o desemprego na Califórnia - Michigan, Oregon, Rhode Island e Carolina do Sul -, segundo a mesma fonte.

O desemprego na Califórnia supera a média nacional nos Estados Unidos que ficou em 9,4% em maio.

O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, disse nesta sexta-feira que este novo índice de desemprego demonstra que a recuperação do estado "não sucederá da noite para o dia.

"Não existe prioridade maior neste momento que a de estimular a economia, criar postos de trabalho e fazer com que a Califórnia volte a trilhar o caminho da prosperidade", informou em comunicado.

Os parlamentares do Estado não conseguem chegar a um acordo sobre a maneira de repor um déficit estimado em 24 bilhões de dólares, enquanto o governador Arnold Schwarzenegger já preveniu que o Estado terá como pagar os fornecedores muito em breve.

No rico estado da Califórnia, as medidas mais severas para reduzir o déficit fiscal estão sendo aplicadas no setor educativo, na saúde e no sistema carcerário com o estudo de casos para a eventual libertação de presos que cometeram delitos menores.

No entanto, são mantidos intocáveis os orçamentos milionários para a segurança e corpos policiais dotados de recursos similares aos de um verdadeiro exército, em cidades como Los Angeles e San Francisco.

Lembrando que os recursos de California caíram "27% em relação ao ano pasado" por causa da crise econômica e imobiliária, o governador do Estado mais povoado do país explicou que os níveis de arrecadação, agora, estão no mesmo patamar do obtido no final da década de 90".

Numa tentativa de aplicar medidas drásticas para melhorar as finanças públicas deste Estado de 37 milhões de habitantes, Schwarzenegger convocou um referendo para o dia 19 de maio passado, quando sofreu um duro revés político - a maioria votou contra o pacote de medidas apresentado.

Das seis iniciativas votadas, a única proposta aprovada (por 75% dos votos) foi a de congelar o salário do governador, dos legisladores e o de funcionários públicos de alto escalão.

As demais medidas, entre elas o aumento dos impostos sobre o consumo, foram rejeitadas por entre 60 e 70% dos eleitores.

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