Califórnia: 20.000 empregos ameaçados pelo impasse no orçamento

O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ficou de enviar, a partir desta terça-feira, cartas de demissões para cerca de 20.000 funcionários, após o fracasso das discussões sobre o orçamento visando a contra-atacar o déficit alarmante do Estado.

AFP |

A ameaça do governador é uma resposta ao fato de os senadores californianos não terem conseguido um acordo durante o fim de semana nem na segunda-feira sobre o ajuste da lei orçamentária, que prevê economias drásticas para tentar reduzir um déficit que aumenta 500 dólares a cada segundo e pode chegar a 42 bilhões de dólares até 2010.

Aproximadamente a metade dos 20.000 funcionários que devem receber a carta de demissão podem ter seu emprego cortado já a partir de 1º de julho. Com estas demissões, a Califórnia economizaria cerca de 750 milhões de dólares por ano, segundo dirigentes do Estado.

O governador havia ameaçado enviar estas cartas na sexta-feira, mas adiou a decisão na esperança de os legisladores chegarem a um acordo durante o fim de semana.

O plano, concluído com dificuldades entre os parlamentares e o governador, não obteve os dois terços dos votos necessários para ser adotado.

Prevê 14 bilhões de dólares de receitas fiscais suplementares, além de uma economia de 16 bilhões de dólares, além de 11 bilhões de dólares de empréstimos.

"Na falta de orçamento, o governo tem a responsabilidade de fazer economias de todas as formas possíveis", disse nesta segunda-feira o porta-voz de Schwarzenegger, Aaron McLear.

O senador do Estado Darrell Steinberg pediu aos eleitores que se reúnam nesta terça-feira e prometeu trancá-los no Senado até que o orçamento seja votado. "Não vou deixar ninguém voltar pra casa", afirmou.

A hemorragia financeira é decorrente da recessão, que encolhe as receitas do estado, sem reduzir suas despesas fixas, lembrou.

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