Calderón recebe Clinton para discutir guerra ao narcotráfico

O presidente mexicano, Felipe Calderón, recebeu na terça-feira a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, para analisar a onda de violência que atinge o norte do México, com reflexos no lado americano da fronteira comum, e reforçar a guerra contra o narcotráfico.

AFP |

EFE
Calderón e Hillary

Calderón e Hillary

O encontro ocorreu após uma reunião de Hillary e de outros membros do gabinete do presidente Barack Obama com seus homólogos mexicanos, no qual decidiram ampliar a Iniciativa Mérida, o plano de cooperação conjunta de combate às drogas.

"Estamos ampliando a Iniciativa Mérida para transformá-la também em um instrumento de desenvolvimento social que enfrente as causas do narcotráfico", disse a secretária de Estado.

Clinton destacou "a importante delegação" que a acompanhou à capital mexicana para a reunião de terça-feira, incluindo o secretário da Defesa, Robert Gates, o comandante das forças militares americanas, almirante Mike Mullen, e a secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, entre outros.

"Esta é uma das equipes mais formidáveis que já reunimos para qualquer reunião no estrangeiro neste governo, e isso mostra a prioridade que o presidente Barack Obama vê em nossa relação com o México."

Calderón reafirmou a necessidade "urgente" de que EUA e México intensifiquem seus esforços para "combater, de maneira integral", o crime organizado, incluindo "o controle da demanda e o tratamento dos dependentes sob uma perspectiva de saúde pública".

"A responsabilidade compartilhada deve se concretizar nos esforços de apreensão de drogas, armas, dinheiro e na desarticulação das quadrilhas, assim como nas ações de prevenção e controle do consumo de drogas ilícitas", afirmou o presidente mexicano.

A Iniciativa Mérida, pela qual os Estados Unidos concedem US$ 1,3 bilhão ao México, terá agora quatro pilares: combate aos cartéis das drogas, reforço do sistema judicial, maior controle na fronteira e promoção de programas sociais", destaca uma declaração conjunta.

"Abrimos uma nova fase em nossa cooperação, na qual a meta comum é prevenir e combater esse flagelo (narcotráfico) de maneira mais coordenada e eficiente", assinala o texto.

A maioria dos 15 mil homicídios ocorridos no México desde 2006 são atribuídos aos cartéis da droga que operam no país, que agora reforçam sua presença na zona de fronteira com os Estados Unidos, onde Calderón mantém boa parte dos 50 mil militares destacados para combater o narcotráfico.

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