Calderón pedirá a Obama ações para frear comércio de armas e drogas

México, 20 mar (EFE).- O presidente do México, Felipe Calderón, pedirá ao líder americano, Barack Obama, medidas para conter o comércio de armas e ações para barrar o fluxo de dinheiro que a venda de drogas nos Estados Unidos reporta aos traficantes, disse à Agência Efe o procurador-geral Eduardo Medina Mora.

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O procurador-geral do México explicou que essas questões, somadas à necessidade de que os Estados Unidos reduzam o consumo de drogas, serão expostas a Obama e à secretária de Estado, Hillary Clinton, em visitas que Calderón realizará em abril e março, respectivamente, ao México.

"Há uma grande receptividade da nova Administração" em relação a estes temas, disse Medina Mora, que, em fevereiro, já abordou estes assuntos com o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, e com a secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano.

O procurador-geral do México afirmou estar "muito otimista" com a possibilidade de que os Estados Unidos tomem "medidas mais decisivas e mais impactantes sobre o fluxo de armas, dinheiro e de redução da demanda de drogas".

Calderón também conversará com Obama entre os dias 16 e 17 de abril no México e com Hillary na próxima semana sobre medidas para reduzir o fluxo de dinheiro que chega ao México pela venda de droga nos Estados Unidos e que é estimado em US$ 10 bilhões, segundo Medina Mora.

Ele também destacou que o negócio da droga soma um valor agregado ao passar pelos Estados Unidos e até chegar ao consumidor final do país, que, nos dois últimos anos, viu dobrar o preço do grama de cocaína, enquanto a pureza da droga descia 35%.

Sobre a possível internacionalização dos cartéis mexicanos da droga, o procurador-geral admitiu que o papel das facções assentadas no México cresceu e "hoje é maior que antes, mas não dominante". EFE pvo/db

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