Calderón pede fronteiras abertas na A.Latina para combater crise

COSTA DO SAUÍPE, Brasil (Reuters) - O mundo está à beira de um recessão generalizada e os países da América Latina e do Caribe devem tomar medidas para enfrentá-la, disse na terça-feira o presidente do México, Felipe Calderón. A afirmação foi feita na reunião de cúpula do Mercosul, da qual Calderón participou como convidado, já que o México não faz parte do bloco.

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O presidente mexicano insistiu na necessidade de multiplicar os esforços conjuntos em diversos fóruns, como o G20, assim como o investimento em infra-estrutura entre todos os países da área de forma coordenada.

"Claramente, a saída não pode ser fechar as fronteiras. A saída para a situação econômica é, precisamente, abrir e abrir ainda mais a capacidade de integração econômica e comercial entre nossas nações a nível regional, o que não deve excluir a possibilidade de maior intercâmbio comercial a nível global", afirmou.

Calderón disse que se devia evitar o protecionismo, já que tanto sua aplicação pelas nações ricas como em desenvolvimento levará a "estrangular ainda mais nossas potencialidades econômicas."

Calderón defendeu que a América Latina mantenha a atividade econômica e os fluxos comerciais, junto às fontes de emprego e aos investimentos, como "única possibilidade de recuperar o crescimento real no futuro."

"Neste contexto, é imperativo fortalecer as finanças públicas, que possibilitem o investimento público, e também é imperativo incrementar ...a competitividade a nível mundial", defendeu.

O presidente mexicano mencionou especificamente a competição proveniente da Ásia, "que cresceu de forma acelerada ao largo destas duas décadas, três décadas quase."

(Por Julio Villaverde; Reportagem adicional de Pablo Garibian)

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