Calderón pede a Uribe para não prejulgar mexicanos mortos no Equador

Cancún (México), 16 abr (EFE).- O presidente do México, Felipe Calderón, pediu hoje a seu colega da Colômbia, Álvaro Uribe, para não prejulgar os jovens mexicanos que estavam no acampamento das Forças Armadas Revolucinárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

EFE |

Uribe afirmou hoje que "eram terroristas" os quatro estudantes mexicanos mortos e a jovem ferida no acampamento das Farc atacado pela Colômbia no dia 1º de março.

A resposta de Calderón foi dada durante o III Fórum para a América Latina e o Caribe, na qual também estava presente o líder colombiano.

"É prudente não qualificar nem prejulgar em um sentido ou em outro as características ou as atividades destes jovens", disse o chefe de Estado mexicano.

Na opinião de Calderón, é necessário esperar o resultado da investigação para que "cada um possa tirar conclusões".

"Compartilho a idéia de que os atos praticados pelas Farc são terroristas, não se pode não chamar de terrorista quem utiliza bombas ou realiza um seqüestro", disse.

No entanto, destacou que "a dor dos pais e a memória de seus filhos merecem o benefício da dúvida" e se comprometeu a continuar colaborando com a Colômbia.

Uribe tinha manifestado antes à imprensa que as quatro vítimas mortais e a também mexicana Lucía Morett, uma das três sobreviventes da incursão colombiana, "estavam em um acampamento terrorista" das Farc e eram "cúmplices" do grupo armado.

Nos arredores do hotel onde é realizado o Fórum Econômico Mundial (FEM), Marcelo Franco, pai de Fernando Franco Delgado, um dos mexicanos mortos no bombardeio do acampamento das Farc, se manifestou hoje pela sorte de seu filho e qualificou Uribe de "terrorista". EFE jd/fb

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