Calderón convida empresários chineses a investirem no México

Xangai (China), 10 jul (EFE).- O presidente mexicano, Felipe Calderón, começou hoje em Xangai sua primeira visita oficial à China, onde convidou mais de 360 empresários locais a investirem no México, que apresentou como uma plataforma ideal para entrar no continente americano.

EFE |

Durante seu discurso, Calderón destacou que seu objetivo a longo prazo é "transformar o México no melhor lugar para se investir no mundo, como a China tem sido durante muitos anos", já que seu país também conta com "grandes possibilidades" para atrair investimentos internacionais.

Calderón afirmou que o México só pode crescer "à base de investimento, que é a única maneira de gerar empregos", e que para que isso seja possível, explicou que a economia mexicana está se especializando em setores como automação e aeronáutica.

O chefe de Estado mexicano destacou que "espera-se que a China se torne a maior economia do mundo em 25 anos, e que, em 2040, o México seja a quinta, ou talvez a quarta maior economia do mundo, depois de China, Estados Unidos e Índia".

"Isso significa uma enorme oportunidade para investir agora no que será uma das potências econômicas mais relevantes do mundo nessa época", afirmou.

O próprio presidente do Conselho para a Promoção do Comércio Internacional de Xangai, Cen Furong, reconheceu na frente de Calderón que o México é uma "potência econômica" na América Latina e um "lugar ideal de manufatura e elaboração industrial" em todo o continente.

Cen destacou que o México já é o segundo maior parceiro comercial da China na América Latina, e Calderón ressaltou que a China é o segundo maior parceiro mexicano em todo o mundo, com trocas comerciais que passaram de US$ 3 bilhões, em 2000, para US$ 31,687 bilhões em 2007.

Após conversar com os presidentes da Lenovo, Yang Yuanqing, e da Baosteel, Xu Lejiang, Calderón almoçou com o prefeito de Xangai, Han Zheng, em um encontro fechado à imprensa.

Durante a tarde, Calderón embarcou em um avião com destino a Pequim, onde se reunirá com o presidente da China, Hu Jintao, assim como com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e o presidente do Congresso Nacional do Povo, Wu Bangguo.

Entre os acordos comerciais ainda não estabelecidos, sobre os quais poderiam ser anunciados avanços amanhã em Pequim, está um que "permitirá colocar produtos de carnes, principalmente de porco, no mercado chinês", segundo disse hoje Calderón em seu discurso. EFE jad/wr/gs

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