Calderón afirma que México está voltando à normalidade após surto da gripe suína

O presidente do México, Felipe Calderón, afirmou hoje que o país está em condições de retomar o caminho em direção à normalidade, pois o surto da nova gripe está ficando estável no país. Por este motivo, Calderón anuncia para a próxima quarta-feira a reativação do setor público e privado -- incluindo os mais de 35 mil restaurantes que fecharam desde 29 de abril. Na quinta-feira, devem ser retomadas as aulas, mas este processo será feito de forma gradual em um processo que deve durar quatro dias.

Redação com Agência EFE |


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"Estamos em uma etapa de estabilização da propagação do vírus da influenza humana e conhecemos as características básicas" da doença, explicou o presidente em reunião com governadores mexicanos.

"Devemos, é claro, lembrar que o vírus está ainda presente e que sempre haverá o risco de que sua propagação continue", advertiu Calderón.

"Conforme o país for retornando às atividades escolares, trabalhistas e econômicas frequentes teremos que redobrar nossos esforços e continuar com as medidas preventivas", completou. Para Calderón, "se trata de voltar à normalidade, mas com maiores cuidados por parte de todos", de minimizar os riscos para a saúde e "maximizar a reincorporação" à atividade cotidiana.

Na semana passada, Calderón havia pedido aos mexicanos que ficassem em casa, e paralisou as atividades da administração pública, que serão retomadas no próximo dia 6.

No Distrito Federal, os restaurantes poderão voltar a operar com maior normalidade - antes só podiam preparar comida para entregas - a partir da mesma data, embora com algumas restrições.

"Agora a essa luta se soma também o magistério nacional como um novo protagonista no âmbito das comunidades educativas", explicou o presidente diante da iminente volta às aulas.

A chamada de Calderón se dirigiu também ao reforço da cultura da higiene e cuidados pessoais no país "para romper o ciclo de contágio da doença". O presidente se mostrou consciente de que a situação representa "custos grandes" para a economia do país, mas reiterou que a prioridade era "proteger a vida e a saúde das famílias mexicanas".

O secretário (ministro) de Saúde, José Ángel Córdova, estimou em coletiva de imprensa que "o retorno à normalidade dever ser progressivo e acompanhado de medidas de orientação".

Córdova disse que se observa uma "tendência descendente de casos suspeitos e confirmados (do vírus)" e que as medidas do alerta de saúde "foram efetivas". Contamos com remédios suficientes, mais de 1,466 milhões. A experiência do México será crucial em outros países para o controle da epidemia", apontou o secretário.

Por sua parte, o secretário (ministro) de Educação, Alonso Lujambio, confirmou que o retorno às aulas dos mais de 33 milhões de alunos e dois milhões de professores será gradual.

Para o início das aulas, se recomendou que ao menor sintoma de gripe que as crianças não sejam enviadas às escolas.

Já o ministro da Economia, Gerardo Ruíz Mateos, disse que o México protestará contra as medidas adotadas por alguns países de impor barreiras às exportações mexicanas de produtos suínos, que considerou injustificadas.


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