Calderón afirma que crise gerará milhões de novos pobres

San Salvador, 30 out (EFE) - O presidente do México, Felipe Calderón, afirmou hoje aos líderes ibero-americanos que a crise financeira internacional pode gerar milhões de novos pobres se não forem adotadas as medidas adequadas, durante a 18ª Cúpula Ibero-Americana, realizada na capital de El Salvador. Os efeitos serão sentidos em nossa população e a meta deve ser impedir que a pobreza extrema aumente, um risco que é muito provável e que, em um ano, pode gerar milhões de pobres na América Latina, disse Calderón na primeira sessão plenária da cúpula. Ele afirmou que a origem da crise está na falta de regulação dos mercados financeiros e na falsa assertiva de que o mercado pode funcionar sem a gestão do Estado. O presidente mexicano destacou que é necessário gerar uma nova ordem econômica internacional que permita um desenho equilibrado entre Estado e mercado, com uma regulação muito mais severa do sistema internacional, para reduzir o impacto da crise na economia real. Nesse sentido, ressaltou que urge uma política coordenada na região (ibero-americana), que permita potenciar o investimento público e privado. A América Latina, segundo Calderón, ainda mais em momentos de crise, requer enormes fluxos de investimento, sem os quais não poderá financiar seu desenvolvimento. Segundo Calderón, se não temos quem invista, não haverá possibilidade de futuro econômico para a região, e particularmente para os países mais pobres. As so...

EFE |

O líder mexicano ressaltou que também não acreditam em ideologias e afirmou que é um dever para os governantes "fazer com que a nova geração possa crer firmemente em algo, no homem, na Justiça, na liberdade, nos direitos humanos plenamente respeitados, no meio ambiente e na transcendência".

Segundo o presidente, "sem novas gerações que acreditem no futuro, a região ibero-americana se perderá". EFE ed/db

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