As caixas-pretas do Airbus A330-200 da Air France que caiu sobre o Oceano Atlântico podem nunca ser encontradas, segundo afirmou nesta quarta-feira Paul-Louis Arslanian, chefe da agência francesa de investigações sobre acidentes aéreos. Arslanian disse não estar otimista sobre a possibilidade de as caixas pretas serem recuperadas.

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  • Os primeiros destroços do avião foram localizados na terça-feira pela Força Aérea Brasileira a cerca de 650 quilômetros de Fernando de Noronha. Os primeiros destroços incluíam uma grande quantidade de materiais metálicos, mas nenhum corpo foi encontrado.

    Durante entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira em Paris, Arslanian disse que as circunstâncias do acidente tornam as investigações mais difíceis, mas afirmou que tudo será feito para esclarecer o que aconteceu com o avião, que desapareceu dos radares sem nenhum sinal em meio à rota entre o Rio de Janeiro e Paris.

    Arslanian disse ainda que o primeiro relatório sobre as investigações deve ser publicado até o fim de junho.

    As caixas pretas são dispositivos que guardam informações sobre o voo e sobre a comunicação entre os pilotos e são usadas para ajudar nas investigações sobre acidentes.

    O resgate das duas caixas pretas do avião da Air France pode ser dificultado pela profundidade do mar no local da queda, que poderia chegar a 4 mil metros. Mesmo submersas, as caixas pretas emitiriam um sinal que ajudaria em sua localização, mas apenas durante um período de 30 dias.

    Manutenção

    As investigações sobre os motivos do acidente devem ser conduzidas pelo governo francês, com o apoio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), do governo brasileiro.

    O vôo AF 447 havia deixado o aeroporto internacional do Galeão no início da noite de domingo levando a bordo 216 passageiros e 12 tripulantes.

    Segundo Arslanian, os dados já analisados sobre os serviços regulares de manutenção realizados no Airbus acidentado não indicam que o avião tivesse qualquer problema antes da decolagem.

    O chefe dos investigadores disse que não haverá especulações sobre as causas do acidente e disse que "é essencial que chequemos e verifiquemos tudo".

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