Caixas-pretas como as que viajavam a bordo do Airbus A330 da Air France que desapareceu na segunda-feira sobre o oceano Atlântico podem continuar mandando sinais localizadores por até um mês, mesmo a 6.000 metros de profundidade na água, de acordo com especialistas franceses em desastres aéreos.

Mas nenhuma jamais foi encontrada a esta profundidade no mar, disse à AFP Martine Del Bono, porta-voz do Investigations and Analysis Bureau (BEA).

"Numa profundidade como essa, torna-se difícil", explicou.

Os aviões que procuram por vestígios do Airbus A330 estão esquadrinhando uma área do Atlântico onde a profundidade pode chegar a 4.700 metros, explicou Pierre-Yves Dupuy, do Serviço Oceanográfico e Hidrográfico da Marinha Francesa (SHOM).

A profundidade e a temperatura do oceano, assim como suas correntes e concentração de sal, podem afetar a maneira como o sinal emitido pelas caixas-pretas viaja através da água, continuou.

"Se um sinal foi capturado, você precisa levar tudo isso em conta antes de mandar submarinos", afirmou o especialista.

Técnicos do BEA pediram ao SHOM para examinar o fundo do oceano na área onde a aeronave da Air France está sendo procurada. O avião desapareceu na manhã de segunda-feira quando fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, com 228 pessoas a bordo.

Em janeiro de 2004, as caixas-pretas de um avião egípcio que caiu na costa de Sharm el-Sheikh foram encontradas após duas semanas de buscas, a uma profundidade de 1.022 metros.

mm/ap

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