Cain diz que se submeteria a detector de mentiras para provar inocência

Pré-candidato republicano nega acusações de assédio sexual e diz não conhecer mulher que declarou publicamente ser sua vítima

iG São Paulo |

O pré-candidato republicano Herman Cain declarou nesta terça-feira que estaria disposto a se submeter a um teste de detector de mentiras para provar sua inocência diante das alegações de mulheres que o acusam de assédio sexual .

Leia também: Herman Cain enfrenta mais uma acusação de assédio sexual

AP
Pré-candidato republicano Herman Cain deu entrevista no Arizona, EUA

Cain, que deu uma entrevista coletiva em Scottsdale, no Arizona, afirmou que não desistirá de concorrer à nominação republicana para disputar a presidência da República com o democrata Barack Obama , apesar das acusações. "Isso não irá acontecer", disse. "Nós vamos superar isso (...) eu faço isso pelo povo americano."

O pronunciamento do ex-empresário no ramo dos restaurantes acontece um dia depois que Sharon Bialek o acusou publicamente de tê-la assediado em 1997, quando ela pediu seu emprego de volta para Cain. O pré-candidato era na época presidente da Associação Nacional de Restaurantes, onde Sharon disse que trabalhava.

Segundo o depoimento dado por Sharon, a quarta mulher a acusar Cain, o republicano teria passado a mão na perna dela por debaixo da saia e puxado a cabeça dela em direção à sua virilha. Em seguida, a campanha do candidato negou as alegações.

Nesta terça-feira, Cain reiterou que não teve nenhum tipo de comportamento inadequado e disse que os incidentes alegados "simplesmente não aconteceram". Ele, então, se disse disposto a ser testado por um detector de mentiras. O candidato afirmou que pediu pela coletiva de imprensa, porque queria falar diretamente com o público, acusando a mídia de distorcer suas respostas às acusações.

Ele disse nunca ter visto Sharon Bialek até o momento de seu pronunciamento em Nova York. "Eu sequer sei quem essa mulher é", disse. "Eu tentei lembrar se a reconhecia, mas eu não consegui."

Nesta terça-feira, diversos meios de comunicação publicaram o nome de outra suposta vítima, até então anônima. Karen Kraushaar, uma das primeiras duas mulheres a acusar Cain, fez um acordo financeiro com a Associação Nacional de Restaurantes nos anos 1990 para sair do emprego.

Ela confirmou à rádio NPR que mantém a declaração feita por seu advogado na semana passada. Karen, que atualmente trabalha no Departamento do Tesouro, acusou Cain de ter tido "uma série de comportamentos inapropriados e por ter tomado liberdades indesejadas".

Cain afirmou também que as alegações de Kraushaar são "infundadas". Ele disse novamente que o "acordo" entre Karen e a Associação Nacional de Restaurantes não estava relacionado a assédio sexual, mas a uma questão pessoal.

A associação afirmou que Karen entrou em um acordo sobre uma reclamação interna de assédio sexual "sem qualquer admissão de responsabilidade" de nenhum lado.

A primeira notícia dos escândalos envolvendo Herman Cain foi publicada na semana passada pelo site Washington Politico . De acordo com a matéria, pelo menos duas mulheres acusavam Cain de assédio sexual quando ele presidia a Associação Nacional de Restaurantes nos anos 1990.

Pela primeira vez desde o aparecimento dessas notícias, o principal rival de Cain, Mitt Romney, falou sobre o assunto. Segundo Romney, as alegações são "particularmente pertubadoras".

Com AP e BBC

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