Cain acusa Perry de orquestrar campanha de difamação

Pré-candidato à presidência dos EUA diz que assessor de rival vazou informações sobre acusações de assédio sexual

iG São Paulo |

AP
Cain discursa no Capitólio, em Washington (02/11)
O empresário Herman Cain, pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, acusou nesta quarta-feira seu concorrente Rick Perry de orquestrar uma "campanha de difamação" contra ele.

Cain afirmou que um assessor de Perry, Curt Anderson, foi responsável por divulgar para a imprensa informações sobre acusações de assédio sexual que ele enfrentou nos anos 1990.

Anderson teria tido conhecimento do caso quando trabalhou para a campanha de Cain ao Senado em 2004.

“Encontramos uma conexão entre as acusações e a campanha de Perry, que orquestrou tudo isso para me desqualificar e nos desacelerar”, afirmou Cain, em uma mensagem telefônica para os eleitores.

Anderson negou as acusações. "Tenho grande respeito por Herman e seu caráter e nunca falaria mal dele, nem abertamente nem no anonimato."

Na noite de domingo, uma reportagem do site Politico afirmou que pelo menos duas funcionárias acusaram Cain de assédio sexual quando ele era presidente da Associação Nacional de Restaurantes dos EUA. Na quarta-feira, a agência AP afirmou que uma terceira mulher denunciou o comportamento “sexualmente sugestivo” do empresário.

Um porta-voz de Perry disse que a acusação de Cain é “irresponsável e falsa” e negou ser a fonte de informações do Politico sobre o caso. Depois de seu porta-voz responder às acusações, o próprio Perry desmentiu a história no site conservador RedState.com. "Não há ninguém em minha campanha que saiba algo sobre isso, que seja associado à minha campanha, em alguma forma. Fim de história. Isso é uma daquelas coisas que estão tão claras quanto posso dizer."

Comentaristas políticos disseram que Perry se beneficiaria de um colapso na campanha de Cain, na luta de ambos para se tornar a alternativa conservadora ao mais moderado Mitt Romney.

"Ainda que o lançamento de acusações sem fundamento possa servir de distração temporária dos problemas crescentes do Sr. Cain, esperamos que todos possam seguir com a questão séria de escolher o melhor candidato para derrotar Barack Obama", afirmou o porta-voz de Perry, Ray Sullivan.

A controvérsia sobre Cain se espalhou tanto no lado de Perry quanto no do ex-governador de Massachusetts, Romney, que os assessores de Perry sugeriram estar por trás do vazamento das acusações. A campanha de Romney nega.

Segundo o Politico, as duas funcionárias que acusaram Cain saíram da Associação Nacional de Restaurantes dos EUA depois de assinar um acordo pelo qual receberam compensações e ficaram impedidas de falar sobre o assunto.

As funcionárias, que não tiveram seus nomes divulgados, reclamaram aos colegas e a altas autoridades da associação de que o comportamento inapropriado de Cain as deixavam irritadas e em situação desconfortável.

Os incidentes denunciados incluem conversas "cheias de insinuações" ou perguntas pessoais de natureza sexual, que aconteceram durante reuniões em hotéis, em atos da associação e nos escritórios do grupo.

Pesquisas recentes indicam que Cain é favorito para ser o candidato republicano nas eleições presidenciais de 2012.

Segundo um levantamento divulgado na quarta-feira pela Universidade de Quinnipiac, Cain é o pré-candidato preferido de 30% dos entrevistados, à frente de Romney (23%) e Perry (8%).

No entanto, nenhuma pesquisa foi feita desde que as acusações de assédio sexual vieram à tona.

Com AP, EFE e Reuters

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