Cai vantagem de conservadores em pesquisa britânica

LONDRES (Reuters) - A intenção de voto no Partido Conservador britânico caiu ao seu menor nível em dois anos, segundo uma pesquisa Ipsos-Mori publicada na quarta-feira pelo jornal Daily Mirror. Depois de abrirem uma vantagem de até 28 pontos sobre os trabalhistas, em setembro de 2008, a liderança conservadora caiu a apenas 5 pontos percentuais. A eleição está extraoficialmente prevista para 6 de maio.

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As acusações de que três ministros trabalhistas teriam dito que poderiam usar seus cargos para influenciar na distribuição de verbas públicas aparentemente não abalou o partido governista.

A pesquisa, publicada no dia em que o ministro das Finanças, Alistair Darling, divulga o novo orçamento, dá 35 por cento aos conservadores, 30 por cento aos trabalhistas e 21 por cento para os liberal-democratas.

Se as projeções se repetissem uniformemente em todo o país no dia da eleição, o trabalhismo continuaria sendo o maior partido no Parlamento, mas sem uma maioria absoluta, segundo um analista de pesquisas no site do canal Sky News.

Tal resultado poderia fazer dos liberal-democratas os fiéis da balança. O partido rejeita acordos pré-eleitorais com as duas maiores forças da política britânica.

Mas, num aparente esforço para formar essa aliança, o secretário do governo para o País de Gales, Peter Hain, disse à edição de terça-feira do jornal Independent que os trabalhistas cogitam a ideia de adotar um mandato parlamentar de quatro anos.

A pesquisa diária do instituto YouGov para o jornal Sun mostra a oposição conservadora 4 pontos à frente do trabalhismo (37 x 33 por cento). Os liberal-democratas aparecem com 18 por cento.

Os trabalhistas precisam de um percentual menor do que os conservadores para obterem a maioria parlamentar, porque a maior parte dos seus simpatizantes está concentrada em distritos urbanos, que tendem a ter eleitorados menores que as áreas rurais.

Por isso, seria possível que os conservadores obtenham mais votos em nível nacional, mas não consigam formar a maioria no Parlamento.

(Reportagem de Caroline Copley)

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