Cafetina é condenada nos EUA por dirigir serviço de prostituição de luxo

Washington, 15 abr (EFE) - Um júri declarou hoje culpada Deborah Jeane Palfrey, conhecida como Madame Washington, por acusações relacionadas com o serviço de prostituição de luxo que dirigia. O júri demorou menos de oito horas para decidir o veredicto, que foi divulgado em uma audiência na Corte Federal do Distrito de Columbia à qual assistiu Palfrey, de 52 anos. Ela permanecerá em liberdade até que o juiz opine sobre a sentença, em 24 de julho, informaram hoje veículos de comunicação locais. A promotora adjunta Catherine Connelly pediu ao juiz federal James Robertson que ordene a prisão de Palfrey, mas o magistrado alegou que Madame Washington sempre compareceu às audiências no tribunal e negou o pedido da Promotoria. O júri escutou durante quatro dias os depoimentos de funcionárias e clientes da Pamela Martin and Associates, a companhia dirigida por Palfrey em Washington até 2006 e que era na verdade um serviço de acompanhamento que era usado por políticos e legisladores americanos, entre outros. A Madame Washington, que negou em várias ocasiões que sua empresa tenha oferecido serviços de prostituição, não foi chamada a depor durante o julgamento. A cafetina criou a empresa em 1993. A companhia tinha inclusive anúncios na lista telefônica e nos jornais de Washington, sob o disfarce de fornecedores de companhia de mulheres jovens, com educação universitária e empregos estáveis.

EFE |

As autoridades federais afirmaram que durante 13 anos a empresa empregou 132 mulheres e movimentou US$ 2 milhões mediante "atividades relacionadas com a prostituição".

Palfrey, quem já cumpriu 18 meses de prisão por acusações similares na Califórnia, disse que sua empresa oferecia serviços "de fantasias eróticas" absolutamente legais.

A cafetina, durante as investigações, ameaçou divulgar o registro de ligações telefônicas dos clientes aos quais sua empresa ofereceu serviços eróticos por US$ 275 a hora.

Ela divulgou a lista gratuitamente à imprensa através de seu site, com a condição de que os números de telefone dos clientes não fossem publicados ou vendidos a terceiros.

O documento continha cerca de 15 mil nomes e números de clientes que usaram o serviço entre 1994 e 2002 e entre os que aparentemente há números de funcionários do Governo.

Esse fato é citado como possível motivo da renúncia de Randall Tobias, ex-diretor da Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), subordinada ao Departamento de Estado, que alegou razões pessoais para deixar seu cargo.

O senador republicano David Vitter também pediu desculpas por ter cometido um "pecado muito grave", após seu número ter aparecido no registro de ligações de Palfrey.

Mais cedo, a lista estava sujeita a uma restrição judicial que impedia a cafetina de torná-la pública, mas depois um juiz levantou a ordem.

Inicialmente, Palfrey queria vendê-la para arcar com as despesas do julgamento.

Durante o processo, a defesa tentou demonstrar que Palfrey não tinha conhecimento das atividades "íntimas" de suas funcionárias com os clientes e que ela não tinha "nenhuma intenção" de incorrer em atos ilegais. EFE cae/db

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