'Cadeiras e chão se moviam como se estivessem no mar', diz mexicano

Morador da zona metropolitana da Cidade do México conta ao iG o medo que sentiu diante do terremoto de 7,4 graus desta terça-feira

iG São Paulo |

Morador do município de Tlalnepantla de Baz, na zona norte da área metropolitana da Cidade do México, o redator Carlos Chávez, 34 anos, sentiu medo com o terremoto de 7,4 graus que atingiu o México nesta terça-feira. Segundo ele, a sensação era de que as coisas se moviam como se estivessem sendo levadas pela correnteza do mar. “A primeira coisa que vi foram livros, televisão, plantas e tudo o que estava na parte de cima de móveis começar a se mover. As cadeiras e chão se moviam como se estivessem no mar”, contou ao iG .

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No momento em que aconteceu o terremoto que abalou a capital mexicana, por volta do meio-dia , Chávez trabalhava em casa, terminando de escrever um texto e falando com um amigo brasileiro pelo MSN. “Me dei conta de que o movimento das coisas não era normal e estava ficando muito, muito forte”, lembrou. “Então deixei o que estava fazendo e desci até a garagem do prédio.”

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Segundo ele, o tremor sentido durou cerca de um minuto, mas depois dos primeiros 20 segundos foi ficando cada vez mais forte. “Foi então que pensei que podia ser perigoso permanecer no apartamento e desci para me juntar a outros vizinhos do edifício.”

Desesperados, alguns vizinhos começaram a chorar. Havia muito medo entre os moradores do prédio, contou ele, de que os edifícios na região pudessem cair, como no terremoto de 1985 , que deixou cerca de 10 mil mortos.

“Felizmente, não houve maiores danos na cidade. Poucos minutos depois houve duas réplicas trazendo medo de novo, mas agora a situação está mais tranquila”, disse.

Segundo Chávez, o tremor debilitou parte do serviço de telefonia móvel em algumas partes da capital mexicana, assim como o fornecimento de energia elétrica. “Informações da TV daqui dizem que houve danos pequenos em edifícios de regiões como La Condesa, o metrô está parado em algumas partes e uma ponte em Azcapotzalco caiu”, disse.

Apesar do clima de pânico ter passado depois de algumas horas, Chávez contou que nos arredores do prédio onde vive as pessoas continuam assustadas e uma escola vizinha suspendeu suas classes e ordenou que os alunos fossem para casa.

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