Por Deborah Zabarenko WASHINGTON (Reuters) - Apesar de haver uma proibição mundial, Japão, Noruega e Islândia poderão continuar com a caça comercial limitada às baleias por mais uma década, segundo uma proposta divulgada na quinta-feira pela Comissão Internacional da Baleia.

De 4 mil a 18 mil baleias poderão ser salvas nos próximos 10 anos se for aceita esta solução de compromisso, que estabelece limites mais baixos para os três países baleeiros do que as quotas autoimpostas que ele possuem.

"Pela primeira vez desde a adoção da moratória à caça comercial, nós teremos limites estritos em todas as operações baleeiras, que os países terão de cumprir," afirmou em um comunicado o chileno Cristian Maquieira, presidente da comissão.

Haverá um rigoroso monitoramento da caça e nenhum dos outros 88 países integrantes da Comissão terá permissão para começar a iniciar operações baleeiras durante os dez anos do plano.

O delicado meio ambiente dos oceanos ao sul seria designado como um santuário, mas baleeiros do Japão ainda teriam permissão para caçar um certo número de animais nos mares no entorno da Antártida.

Os Estados Unidos disseram que estudariam o plano, mas acrescentaram que se oporiam a qualquer proposta que levantasse o banimento internacional à caça às baleias, que tem sido rotineiramente descumprido por Japão, Noruega e Islândia.

A Comissão Europeia, que coordena a posição da União Europeia na Comissão, informou que estudaria a proposta com os países membros do bloco e tentaria alcançar uma posição comum antes da próxima rodada de conversações, em Junho.

Segundo um comunicado de Monica Medina, funcionária do Departamento de Comércio que representa os EUA na Comissão, a instituição da moratória sobre a caça comercial de baleias, em 1986, teve um pacto positivo, "mas lacunas nessa legislação" permitiram desde essa época a matança de 35 mil baleias."

(Reportagem adicional de Charlie Dunmore em Bruxelas)

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