Caça as baleias: uma moratória contestada e não cumprida

A moratória que proíbe a caça comercial das baleias, adotada em 1986 pela Comissão Baleeira Internacional (CBI), tem enfrentado diversos problemas:

AFP |

- 1986 : Entrada em vigor da moratória que proíbe a caça comercial das baleias, votada pela CBI em 1982. Só se permite a caça "com objetivos científicos".

- 1987 : A CBI preconiza restrições a caça com fins científicos. O Japão inicia a caça "científica" e a URSS acaba com a caça comercial, apesar de manter a caça tradicional e científica.

- 1989: Islândia decide encerrar a caça em 1990.

- 1990: Prorrogação da moratória sobre a caça comercial.

- 1992 : A CBI decide que as espécies rorqual - que inclui a baleia-azul - podem ser caçados, em 1993, no hemisfério sul e no Atlântico Norte.

A Islândia abandona a CBI como forma de protesto pela prorrogação da moratória.

- 1993: Noruega retoma unilateralmente a caça comercial e o Greenpeace pede o boicote dos produtos noruegueses.

- 1994: Criação de um santuário para as baleias no hemisfério sul.

- 1996: CBI mantém a moratória.

- 1997: A chamada Convenção de Washington, sobre o comércio internacional de espécies de flora e fauna em perigo de extinção, decide que as baleias continuarão protegidas.

- 1999: Acordo firmado pela Itália, França e Mônaco para criar um santuário marinho para os cetáceos no Mediterrâneo.

- 2000: Estados Unidos proíbem a pesca em suas águas de pescadores japoneses, como forma de protesto pelo descumprimento da moratória.

A CBI rejeita a proposição da Austrália e da Nova Zelândia para criar um santuário no Pacífico e recusa um pedido do Japão para retirar do Greenpeace o status de observador.

- 2001: A CBI aceita o retorno da Islândia, mas sem dar o direito de voto.

- 2002: A Noruega retoma as exportações de produtos baleeiros, proibidos pela Convenção de Washington, principalmente para o Japão.

- 2003: Islândia retoma oficialmente a caça "científica". A CBI adota a "iniciativa de Berlim", que tem como missão conservar os mamíferos marinhos e não apenas a proibição da caça.

- 2005: Japão anuncia que irá duplicar as capturas de rorquais e que pescará outras espécies de baleias - consideradas sob ameaça -, com o pretexto de interesse científico.

- 2006: Os países a favor da caça promovem uma resolução que considera a moratória sobre a caça comercial das baleias desnecessária, mas não a derroga. Islândia retoma a caça comercial.

- 2007: Japão ameaça abandonar a CBI depois dos países-membros lhe negarem os direitos à caça de subsistência.

- 2008: A União Européia, que se opõe a qualquer retomada da caça, anuncia que irá pedir a manutenção da proibição durante a reunião da CBI no Chile, entre 23 e 27 de junho.

cpa/fb

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