Cabral sonha com ajuda de Obama ao Rio

Governador quer investimentos e propôs roteiro sentimental, com visita ao Cristo e à favela que foi cenário do filme Orfeu Negro

AE |

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Ao mesmo tempo em que propôs um roteiro sentimental ao presidente americano Barack Obama, que visita o Rio no próximo dia 20, um domingo, o governador Sérgio Cabral (PMDB) espera ações concretas em investimentos no Estado e no País. No primeiro dia de desfile do Grupo Especial no sambódromo, Cabral disse que Obama "pode quebrar uma tradição medíocre da relação dos Estados Unidos com o Brasil".

No final do mês, Cabral se reúne em Washington com o Eximbank - que financia a ação de empresas americanas em outros países. "O Eximbank tem interesse em estar presente no Rio. Isso é muito bom, seja para Olimpíada, para Copa do Mundo, para a infraestrutura", disse Cabral, para que os EUA possam olhar o Brasil e a América do Sul "com mais proximidade".

O roteiro de Obama, segundo o governador, inclui pelo menos três visitas: ao Cristo Redentor, a uma favela com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e a um terceiro local onde o presidente discursará para um grande público.

O governador sugeriu que Obama visite a favela do Chapéu Mangueira, no Leme, que foi cenário do filme Orfeu Negro, do francês Marcel Camus. A obra, inspirada em peça de Vinícius de Moraes, encantou a mãe do presidente americano, como ele conta em sua autobiografia.

Na entrevista, o governador atravessou o samba ao chamar a presidente Dilma Rousseff de "presidenta Lula". Foi quando falava sobre criar UPPs em outros Estados que veio o ato falho: "A presidenta Lula tem dito isso com muito entusiasmo".

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