Butantã testará vacina contra gripe aviária em humanos

São Paulo, 23 abr (EFE).- O Instituto Butantã começará a testar em pessoas ainda este ano uma vacina que desenvolveu contra a gripe aviária e que teve resultados considerados promissores nos experimentos com animais.

EFE |

O instituto, vinculado à USP, aguarda a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar os testes clínicos.

Ele ainda pretende produzir, até setembro, outros três lotes da vacina experimental para iniciar os testes em pelo menos 30 voluntários.

O objetivo é "desenvolver uma vacina segura, eficaz e de baixo custo que permita proteger o Brasil no caso de uma eventual pandemia", diz uma nota do instituto.

O Butantã foi um dos seis laboratórios do mundo e o único da América do Sul a receber da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2006, amostras do vírus da gripe aviária do tipo H5N1 para seu estudo.

O estado de São Paulo já investiu R$ 70 milhões na construção de um laboratório de 10 mil metros quadrados no qual pretende produzir vacinas contra a gripe comum e contra a aviária.

"Nossa capacidade instalada de produção será de quase 40 milhões de dose da vacina contra a gripe aviária por ano quando tivermos o laboratório completo", explicou o presidente do Instituto Butantã, Isaías Raw.

"Em nosso laboratório-piloto podemos produzir, por enquanto, 20 mil doses anuais", acrescentou.

O Butantã também desenvolveu um medicamento auxiliar batizado como Monofosforilipideo A (MPLA), derivado da vacina contra a coqueluche que, de acordo com as pesquisas, pode aumentar quatro vezes sua eficiência contra a gripe aviária.

"Seremos o primeiro país a fabricar a vacina no hemisfério sul. A estratégia é armazenar vacinas suficientes para poder enfrentar uma possível pandemia", concluiu Raw.

O Brasil faz parte, junto com Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Bélgica e França, da rede internacional criada pela OMS para formar um cerco estratégico contra a propagação pelo Ocidente do vírus da gripe aviária, cujo primeiro caso de contágio foi registrado em Hong Kong, em 1997. EFE cm/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG