Ike e promete ajuda econômica - Mundo - iG" /

Bush visita região afetada pelo Ike e promete ajuda econômica

Washington, 16 set (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, viajou hoje ao estado do Texas para visitar a região afetada pelo furacão Ike, onde milhares de pessoas continuam sem eletricidade e os serviços de emergência do país seguem buscando sobreviventes.

EFE |

Bush visitou hoje as cidades de Houston e Galveston para verificar a destruição causada pelo furacão, que tocou terra no fim de semana passado com ventos de até 200 km/h, causando muitos danos.

Em sua chegada ao aeroporto de Ellington Field, em Houston (Texas), Bush afirmou que o Governo federal assumirá "100% das despesas que o estado tiver na limpeza de escombros", assim como as de ajuda aos desabrigados pela emergência.

Milhões de pessoas continuam à espera de que a luz volte às suas casas e tentam conseguir água e comida em algum dos 60 pontos de distribuição que a Agência Federal para a Gestão de Emergências (Fema, em inglês) disponibilizou em todo o estado.

Bush disse que equipes se deslocaram para a região para avaliar a situação e serão abertos pontos de distribuição de provisões básicas em diferentes locais.

"Sei que o povo deseja voltar às suas casas", disse Bush, que pediu que, antes disso, a população atenda às recomendações das autoridades locais.

A eletricidade foi restabelecida em 500 mil lares de Houston, mas 1,5 milhão de pessoas no estado continuam sem eletricidade.

O presidente americano afirmou que mobilizará pessoal de empresas de outros estados para a reparação das redes elétricas, "uma das principais preocupações agora".

Entre 150 mil e 200 mil moradores que foram evacuados da região no fim de semana ainda não puderam voltar a seus lares, enquanto as autoridades de Galveston advertiram de que existe uma ameaça crescente de crise médica.

A situação está se tornando crítica porque a população começa a sofrer com a falta de água de uso doméstico e o lodo que cobriu a cidade começa a atrair mosquitos.

Além disso, o furacão deixou, em sua passagem, pelo menos 30 mortos em oito estados e as equipes de resgate continuam buscando possíveis sobreviventes.

Os trabalhos de emergência "continuam 24 horas ao dia", segundo uma porta-voz da Fema, Marty Bahamonde.

Os fortes ventos causados pelo furacão "Ike" foram sentidos até o norte do estado de Kentucky e as intensas chuvas inundaram parte da cidade de Chicago, no estado de Illinois.

As autoridades locais advertiram hoje do perigo de possíveis inundações pelo transbordamento do rio Mississipi, devido ao aumento de seu nível no fim de semana.

Mais de dois milhões de pessoas nos estados de Ohio, Kentucky e Indiana permaneciam hoje sem luz.

Centenas de escolas em Ohio estão fechadas e as pessoas lotam os estabelecimentos que têm eletricidade, assim como locais onde podem acessar a internet para se comunicar com familiares e amigos.

O chefe dos serviços médicos da Louisiana, Louis Cataldie, confirmou quatro mortes por causa do furacão: duas no município de Terrebonne Parish e duas no de Jefferson Davis Parish.

Muitos postos não têm gasolina e algumas das principais estradas permanecem inundadas.

As forças de segurança trabalham também para proteger as áreas atingidas de roubos e assaltos.

O chefe de Polícia de Houston, Harold Hurtt, disse que nestes dias foram emitidas 108 intimações judiciais e houve a detenção de 33 pessoas que violaram o toque de recolher em vigor desde domingo das 21h às 6h e cometeram roubos de carros e de outros objetos.

O furacão também afetou as empresas de petróleo que operam no Golfo do México e pelo menos 14 refinarias tiveram que ser fechadas, o que reduziu a capacidade petrolífera do país e fez com que os preços da gasolina disparassem.

A ameaça do impacto deste e de outros furacões provocou desde agosto uma redução de mais de 20 milhões de barris.

No entanto, o diretor da Fema, David Paulison afirmou que "há petróleo suficiente e a idéia é que as refinarias comecem a trabalhar o mais rápido possível".

Várias companhias petrolíferas advertiram de que a recuperação total da produção levará mais tempo do que o previsto. EFE elv/ab/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG