Bush visita áreas afetadas por inundações nos EUA

Macarena Vidal Washington, 19 jun (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, visitou hoje as zonas afetadas pelas piores inundações registradas nos últimos 15 anos no centro do país, demonstrando mais iniciativa do que durante os desastres causados pelo furacão Katrina.

EFE |

"À medida em que possamos ajudar imediatamente, queremos ajudar, e depois planejar a reconstrução", afirmou o presidente em reunião com o governador de Iowa, Chet Culver; o prefeito da localidade de Cedar Rapids, Kay Halloran; e funcionários dos serviços de emergência.

Em seguida, Bush percorreu a área afetada de helicóptero.

O presidente também participou de uma sessão informativa sobre a dimensão dos danos, na qual foram mostradas ele imagens das zonas afetadas antes e depois das inundações.

Bush assegurou às autoridades locais que estava ali para "ouvir suas preocupações".

Cedar Rapids, uma das localidades mais atingidas pelas águas em Iowa, ficou inundada quando o rio Cedar transbordou, ultrapassando em seis metros o nível do leito.

A visita de Bush a Iowa ocorre apenas dois dias após o chefe da Casa Branca chegar de uma viagem pela Europa, onde se encontrava quando o rio Mississipi começou a transbordar.

Da Europa, o presidente dos EUA emitiu vários comunicados nos quais expressava preocupação com o desastre e encorajava as vítimas.

Sua atitude contrasta com o que ocorreu após a inundação de Nova Orleans durante a passagem do furacão "Katrina", em agosto de 2006.

Na ocasião, Bush, de férias em Crawford (Texas), demorou dois dias para retornar a Washington e foi muito criticado por se limitar a examinar os prejuízos só do seu avião, o Air Force One, em um primeiro momento.

As piores inundações no centro do país nos últimos 15 anos a princípio atingiram o norte dos EUA, mas continuam ameaçando o leito do rio Mississipi ao passar pelos estados de Illinois e Missouri.

George W. Bush visita hoje a região afetada, atitude compartilhada pelo candidato republicano à Casa Branca, John McCain.

O virtual candidato democrata, Barack Obama, já tinha ido à região no início desta semana.

Mais de 24 pessoas morreram e cerca de 150 ficaram feridas no desastre.

A ausência de chuvas nos últimos dias permitiram que o volume d'água diminuísse um pouco em Iowa, no norte de Illinois, em Winsconsin e em Indiana, estados mais ao norte onde começou o desastre, o que permite começar a avaliar parte dos prejuízos, que poderiam ser de bilhões de dólares.

O Serviço Meteorológico prevê apenas chuvas isoladas para os próximos dias nessas regiões, bem distante dos quase 30 centímetros registrados por índices pluviométricos em alguns pontos quando as inundações começaram, no início deste mês.

Mas, se ao norte o volume começa a ceder, mais ao sul, nos estados do Missouri e sul de Illinois prossegue o alerta perante a vinda das águas transbordadas a essas áreas.

Voluntários ao longo do curso do rio se somaram às operações para frear, com sacos de terra, a enchente.

O Corpo de Engenheiros do Exército, que opera as represas e as eclusas de embarque dos rios dos EUA, afirma que pelo menos 48 comportas que protegem mais de 115 mil hectares cultivados se encontram alagadas ou em grande risco de ceder.

Os moradores da cidade de Winfield, no Missouri, foram convocados a evacuar a área depois que uma das comportas que protegiam a cidade cedeu.

Um trajeto de quase 400 quilômetros ao longo do rio Mississipi foi bloqueado ao trânsito fluvial.

As enchentes causadas pelas chuvas que fizeram o rio Mississipi transbordar em partes de Iowa, Illinois e Missouri deixaram bilhões de perdas, obrigaram à evacuação de dezenas de milhares de pessoas e despertaram os temores de uma elevação ainda maior dos preços dos alimentos no mundo todo.

As autoridades já admitem que essa pode ser uma das piores inundações na região nos últimos 15 anos. EFE mv/bm/db

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