Bush viaja ao Egito para reunião com líderes do Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegou neste sábado ao Egito para se reunir com líderes do Oriente Médio, em meio as crescentes críticas dos países árabes, que o consideram demasiado inclinado em favor de Israel nas negociações de paz com os palestinos.

AFP |

Bush deve se reunir com o presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas na estação balneária egípcia Sharm el Sheikh, após sua visita à Arábia Saudita, dentro de um giro que começou em Israel para celebrar o 60º aniversário da criação do Estado Hebreu.

Bush também se reunirá com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, o rei da Jordânia, Abdallah II, o presidente afegão, Hamid Karzai, e altos responsáveis do Iraque e do Paquistão, antes de participar do Fórum Econômico sobre o Oriente Médio no domingo.

Um responsável saudita disse à AFO que as conversações entre Bush e o monarca Abdallah na sexta-feira foram centradas nos palestinos e nos processos de paz no Oriente Médio.

O rei Abdallah "destacou a necessidade dos Estados Unidos se esforcem mais em pressionar Israel a obter resultados nas negociações com os palestinos, que criem um Estado palestino independente", disse o responsável, que preferiu não se identificar.

Bush realiza seu segundo giro regional desde janeiro após a conferência de Annapolis (Estados Unidos) em novembro, que teve como objetivo retomar o paralisado processo de paz entre israelenses e palestinos. Contudo, as esperanças de se chegar a um acordo antes do final do seu mandado, em janeiro de 2009, se reduzem a cada dia.

O presidente americano começou seu giro em Israel, onde se dirigiu ao Parlamento com um discurso que provocou a fúria da imprensa egípcia.

"Bush esqueceu seu papel como mediador justo (do conflito entre Israel e os palestinos) e mostrou sua verdadeira face no Knesset", o Parlamento israelense, escreveu em um editorial o jornal estatal Al Gomhuria.

"O discurso gera muitas dúvidas sobre a credibilidade dos Estados Unidos em seu papel como mediador justo no processo de paz", disse outro editorial, do Al Ahram.

Bush se referiu nesse discurso ao que chamou de vínculos "que não podem ser quebrados" entre os Estados Unidos e Israel, descrevendo o Estado Hebreu como uma democracia florescente ameaçada por adversários regionais.

No Fórum Econômico de Sharm el Sheikh, a delegação israelense estará liderada pelo presidente, Shimon Peres, e a ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, mas não incluirá o primeiro-ministro Ehud Olmert.

Espera-se que o processo de paz entre também nas conversações de Bush e Mubarak neste sábado, já que o Egito atua como mediador entre Israel e o Hamas, o movimento islamita palestino que controla a Faixa de Gaza.

O Fórum Econômico Mundial sobre o Oriente Médio, considerado uma espécie de Davos regional, irá reunir cerca de 1.500 pessoas, entre elas chefes de Estado, empresários e ministros de 55 países.

bur-cjo/fb

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