Washington, 21 mai (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vetou hoje o projeto de lei agrícola aprovado pelo Congresso que estabelece os subsídios que o setor receberá nos próximos cinco anos.

A porta-voz presidencial, Dana Perino, explicou que o projeto de lei, o qual qualificou de "inflado" pelo alto volume de ajudas, "é prejudicial para o contribuinte americano".

Bush disse que o projeto, que representará um gasto de US$ 280 bilhões para o Tesouro, ajudará financeiramente aos fazendeiros em um momento em que o lucro das empresas agrícolas é recorde pelos altos preços dos alimentos.

Trata-se do 10º veto usado por Bush durante sua Presidência, mas nesta ocasião a medida surtirá pouco efeito, visto que o projeto de lei conta com o apoio de mais de dois terços do Congresso.

"Se for visto o resultado das votações, acho que é provável uma anulação" do veto, admitiu Perino.

A Câmara de Representantes aprovou o projeto de lei por 318 votos a favor e 106 contra, e o Senado por 81 a favor e 15 contra.

O projeto aumenta as ajudas para os produtores de açúcar, trigo e soja, por exemplo.

Também prevê pouco mais de US$ 1 bilhão para um programa piloto de nutrição nos colégios públicos.

Além disso, destina US$ 230 milhões para pesquisas nas áreas de segurança alimentar, mecanização, genética e outros temas de interesse para o setor agrícola.

Por fim, a proposta estende por dois anos as preferências tarifárias das quais gozam Haiti e a Bacia do Caribe. EFE cma/db

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