Bush vai à igreja na China e defende a liberdade religiosa com Hu Jitao

O presidente George W. Bush defendeu neste domingo a liberdade de culto na China ao participar de um ofício religioso e dizer que o governo de Pequim não deve temer a religião, antes de se reunir que não tem nada a temer em relação à religião.

AFP |

"Laura e eu acabamos de ter a grande alegria e o grande privilégio de rezar aqui, em Pequim, na China", disse Bush em uma breve declaração ao sair da igreja protestante de Pequim.

"Isto mostra simplesmente que Deus é universal, que Deus é amor, e que nenhum Estado, nenhum homem e nenhuma mulher deveria ter medo do amor à religião".

Também falou do momento "cheio de espiritualidade" vivido no templo ao aparecer brevemente ante à imprensa ao lado do presidente chinês Hu Jintao, antes de os dois líderes se retirarem para almoçar e manter uma reunião privada.

Em sua conversa com Jiato, Bush voltou a defender a liberdade de culto e os direitos humanos, indicou um alto funcionário da administração americana, Dennis Wilder.

"Ele disse ao presidente Hu que isso se trata de um aspecto importante do diálogo entre os Estados Unidos e a China", afirmou a fonte.

Os dois dirigentes também discutiram importantes intercâmbios comerciais e as questões nucleares norte-coreana e iraniana.

Essa entrevista constituiu o ponto culminante de sua visita de quatro dias à China, que teve um duplo tom político e esportivo, já que Bush é um apaixonado por esportes e quis estar presente nos Jogos Olímpicos apoiando a delegação americana.

Desde sua chegada na quinta-feira, Bush falou diariamente sobre a questão da liberdade, apesar da sensibilidade do governo chinês quanto a este tema, pois considera uma interferência em seus assuntos internos, e as advertências de Pequim contra uma politização dos Jogos.

Deixando a política de lado, no final do dia o presidente americano assumiu seu lado torcedor e foi assistir a partida de basquete masculino entre as seleções dos Estados Unidos e da China, o esporte mais popular de seu país.

E Bush não saiu frustrado, pois a equipe americana, grande favorita ao ouro em Pequim, conseguiu uma vitória arrasadora de 101-70 sobre a China.

Cerca de 18.000 espectadores lotaram o Ginásio Olímpico de Wukesong para ver o show de Kobe Bryant, LeBron James e companhia, que, além de Bush, contou com a ilustre presença nas arquibancadas do ex-presidente George Bush (1988-1992), do ex-secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, e do ministro das Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi.

ma/cn

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