Bush tratará de Irã e mudança climática em sua última cúpula conjunta com UE

Liubliana, 10 jun (EFE).- Os representantes da União Européia e o presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, realizam hoje sua última cúpula conjunta, na Eslovênia, cujos principais temas deverão ser o programa nuclear iraniano e a mudança climática.

A reunião entre Bush; o atual presidente de turno da UE, o primeiro-ministro esloveno Janez Jansa; o Alto Representante europeu para a Política Externa e de Segurança Comum, Javier Solana, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, começará por volta das 6h50 (de Brasília).

O encontro culminará com um almoço de trabalho, após o qual os líderes concederão uma entrevista coletiva. Em seguida, Bush viajará à Alemanha, etapa seguinte de sua viagem pela Europa, na qual também passará por Itália, França e Reino Unido.

Dada a fraqueza de Bush em seu próprio país, onde seus índices de popularidade rondam a casa dos 30%, e os poucos meses que lhe restam até o fim do mandato, a reunião não deve ser concluída com avanços importantes, e terá como objetivo principal preparar o terreno para o próximo presidente americano.

Entre os assuntos principais da reunião, os líderes abordarão o programa nuclear iraniano. Os EUA querem pedir aos europeus que endureçam sua postura e se mostrem favoráveis à ampliação das sanções diplomáticas e econômicas contra a República Islâmica caso esta não suspende suas atividades de enriquecimento de urânio.

Os EUA devem pedir ainda aos europeus maiores esforços, tanto econômicos quanto militares, no Afeganistão.

Por sua parte, a UE pedirá a Washington uma maior pressão para conseguir um acordo político entre israelenses e palestinos.

Europeus e americanos repassarão também a situação na república separatista georgiana da Abkházia, os esforços para apoiar a independência do Kosovo e vias para integrar a Sérvia às instituições democráticas européias.

O aquecimento global também fará parte das conversas. Os EUA indicaram que estão dispostos a assinar pactos internacionais vinculativos, mas exigem que as principais economias do mundo também o façam, incluindo as de países em desenvolvimento, como China e Índia. EFE mv/gs

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