Bush tenta convencer árabes céticos de esforço para paz

Por Matt Spetalnick e Tabassum Zakaria SHARM EL-SHEIKH, Egito (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, procurou assegurar aos árabes no domingo que está comprometido em intermediar um acordo para o Estado palestino antes de deixar o cargo, apesar de seu apoio aberto a Israel.

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Ao final de sua visita ao Oriente Médio, Bush tentou amenizar o descontentamento dos palestinos em relação à sua visita a Israel, onde ele encheu o Estado judeu de elogios, chamando-o de 'a terra das pessoas escolhidas.'

Em seu discurso para um público de maioria árabe, no Fórum Econômico Mundial, em Sharm el-Sheikh, no domingo, Bush insistiu em afirmar que 'acredita firmemente' em um acordo de paz no Oriente Médio até o próximo ano_ um prazo amplamente visto como irreal.

Impopular no mundo muçulmano devido à guerra do Iraque, Bush abordou assuntos de petróleo à reforma política e pediu aos aliados árabes para isolar os inimigos norte-americanos Síria e Irã por 'apoiarem o terrorismo'.

'Nós temos que apoiar os palestinos, que sofreram por décadas e conquistaram o direito à própria terra', disse Bush no fim de sua viagem de cinco dias ao Oriente Médio.

Ajustando sua abordagem em relação à empregada durante a visita da semana passada às celebrações do 60o aniversário de Israel, Bush pressionou os palestinos para 'lutar contra o terrorismo' e pediu a Israel para fazer 'grandes sacrifícios pela paz e diminuir as restrições aos palestinos.'

Após o discurso, Bush viajou para Washington.

O presidente norte-americano, que se encontrou com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em Sharm el-Sheikh no sábado, também tentou ampliar o apoio regional para o processo de paz no Oriente Médio e pediu a nações árabes 'para superarem velhos ressentimentos contra Israel.'

A viagem de Bush dá continuidade à conferência realizada nos Estados Unidos, em Annapolis, em novembro. Desde então, as negociações emperraram com a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada e a violência na faixa de Gaza e em suas proximidades, onde bombardeiros do Hamas geraram uma forte resposta militar de Israel.

(Reportagem adicional de Wafa Amr em Ramallah)

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