Bush tenta acalmar mercados em novo dia de quedas nas bolsas

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, procurou acalmar os americanos e os investidores nesta sexta-feira, garantindo que o governo do país está tomando as medidas necessárias para resolver a crise financeira.

BBC Brasil |

Bush fez um pronunciamento na Casa Branca em meio a mais um dia de quedas acentuadas nas principais bolsas de valores do mundo.

"Este é um tempo de ansiedade, mas o povo americano pode confiar no futuro de nossa economia", afirmou. "Sabemos quais são os problemas, temos os meios para resolvê-los e estamos trabalhando rapidamente nisso."
"O governo dos Estados Unidos está agindo e vai continuar a agir para resolver esta crise e restaurar a estabilidade de nossos mercados."
O presidente americano, que recebe para uma reunião neste sábado os ministros das Finanças dos países do G7 (grupo das sete maiores economias do mundo), disse que os Estados Unidos estão trabalhando com outros países para frear a crise. "Estamos nisso juntos e vamos sair disso juntos."
Pacote
As ações em Wall Street perderam mais de 20% de seu valor nos últimos dez dias. Esta sexta-feira deve concluir a pior semana em termos de perdas no mercado nova-iorquino desde que o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, foi criado há 112 anos.

Segundo analistas, as quedas nas bolsas têm sido motivadas pela percepção de que a crise é mais profunda do que se pensava e por temores de que as medidas que estão sendo tomadas não são suficientes ou demorarão muito para ter efeito.

Um novo temor tem a ver com os efeitos da crise sobre empresas fora do setor bancário. Até agora, os bancos vinham sendo os mais atingidos, mas nesta quinta-feira houve em Nova York quedas significativas no valor das ações de empresas de outros setores, como a montadora GM.

Bush defendeu o pacote de US$ 700 bilhões aprovado em 3 de outubro, que permite que o governo americano compre papéis podres do mercado, dizendo que o plano ajudará a reverter a situação.

"Setecentos bilhões de dólares é uma quantia significativa, e, quando atuarmos, será de forma efetiva", afirmou. "O plano que estamos executando é agressivo, é o plano certo. Vai demorar algum tempo para ter seu impacto pleno."
"É flexível o suficiente para se adaptar às mudanças e é grande o suficiente para funcionar", acrescentou presidente americano.

No entanto, nesta quinta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, revelou que o Tesouro americano agora cogita comprar participações acionárias em bancos afetados pela crise.

Analistas entenderam essa possibilidade como um reconhecimento das autoridade americanas de que o pacote pode não ser suficiente para, sozinho, resolver o problema.

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