Bush se preocupa com o aumento da violência na Ossétia do Sul

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, manifestou neste sábado preocupação com a escalada do conflito entre a Geórgia e a república separatista da Ossétia do Sul, apoiada pela Rússia e a Polônia chegou a pedir a convocação de uma cúpula extraordinária da União Européia (UE).

AFP |

Bush, que estava em Pequim, falou da "perigosa escalada" no conflito e pediu o fim imediato dos combates. E fez um apelo à Rússia para que trabalhe para acabar com esta crise.

"Estou profundamente preocupado diante da situação na Geórgia. Os Estados Unidos levam este assunto muito a sério", declarou Bush à imprensa.

O presidente americano conversou neste sábado por telefone com seus colegas russo e georgianos, Dmitri Medvedev e Mikhail Saakachvili. Na véspera, ele falou sobre a crise com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin.

O Conselho de segurança da ONU deve realizar neste sábado uma nova reunião informal para tentar encontrar um acordo de cessar-fogo, indicou um diplomata.

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) reiterou neste sábado seu apelo a negociações diretas para pôr fim aos combates, com a condição de que sejam baseadas na integridade territorial da Geórgia.

A Rússia, que apóia o governo da República separatista da Ossétia do Sul, enviou nesta sexta-feira tanques e tropas em resposta a uma ofensiva georgiana lançada durante a madrugada para restabelecer o controle de Tbilissi na região. O Exército russo afirmou ter assumido o controle de Tskhinvali, capital da Ossétia do Sul.

A Geórgia, aliada dos Estados Unidos, declarou neste sábado estar em "estado de guerra" com a Rússia após a intervenção militar de Moscou e principalmente bombardeios da aviação russa.

O agravamento da situação levou os EUA, a União Européia e a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) a enviarem ao local uma delegação conjunta para tentar obter um cessar-fogo.

Esta delegação deve chegar à Geórgia na noite deste sábado, declarou à BBC o ministro britânico da Defesa, Des Browne.

O diplomata em chefe da UE, Javier Solana, que trabalha em favor de um cessar-fogo imediato, deve falar neste sábado com o presidente ucraniano Viktor Iuchtchenko e com o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon.

Os ministros dos Assuntos Estrangeiros da UE devem se reunir segunda-feira em Paris, segundo o ministro sueco dos Assuntos Estrangeiros, Carl Bildt. "Em seguida haverá também a possibilidade de uma cúpula formal em Bruxelas, mais tarde, durante a semana", acrescentou à agência TT.

O Vaticano está acompanhando com "preocupação" a crise na Ossétia do Sul e o Papa Bento XVI espera que a "sabedoria" prevaleça, declarou o responsável pelo serviço de imprensa do Vaticano, Federico Lombardi.

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