O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse, em uma entrevista à uma rede de TV norte-americana, que seu maior arrependimento em seus oito anos de gestão foi o erro da inteligência americana ao apontar que o Iraque possuía armas de destruição em massa.

"O maior arrependimento de toda a minha gestão foi a falha da inteligência em relação ao Iraque. Eu gostaria que tivesse sido diferente", disse em entrevista à rede de televisão ABC News que foi ao ar na segunda-feira.

AP

Presidente americano, George W. Bush

A informação de que o então ditador iraquiano, Saddam Hussein, tinha em seu poder armas de destruição em massa foi a principal justificativa para a invasão do Iraque, em 2003.

A existência destas armas, no entanto, foi descartada por um relatório do próprio governo americano em 2004.

Apesar de se dizer arrependido, Bush se negou a dizer se ele teria decidido invadir o Iraque mesmo sabendo da inexistência das armas.

Quando perguntado sobre qual foi a sua maior realização, Bush afirmou que foi o fato de seu governo ter empreendido o que ele classificou como uma "guerra contra criminosos ideológicos".

"Eu continuo reconhecendo que estamos em guerra contra criminosos ideológicos e mantendo os Estados Unidos seguros", afirmou.

Cabeça erguida

O presidente, que deixa o cargo no próximo dia 20 de janeiro, dia da posse de seu sucessor, Barack Obama, também defendeu as medidas de seu governo para tentar frear a crise econômica que atinge o país.

"Quando a história deste período for escrita, as pessoas vão perceber que grande parte das decisões de Wall Street (que levaram à crise financeira) foram feitas há uma década ou mais, antes de eu ser presidente", disse.

Bush, que segundo pesquisas tem baixos níveis de aprovação entre os americanos, também afirmou que deixará "a Presidência com a cabeça erguida".

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