Bush se despede da Europa pressionando o Irã

Por William Schomberg e Matt Spetalnick LJUBLJANA (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, inicia na terça-feira sua última cúpula na Europa, buscando colaboração na pressão contra o programa nuclear iraniano, mas ainda muito isolado na questão climática.

Reuters |

Bush vai se encontrar com o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, e com Janez Jansa, primeiro-ministro da Eslovênia, que preside a União Européia neste semestre. Em seguida, embarca para as capitais das quatro principais potências européias.

Washington e os governos europeus minimizam a chance de anúncios importantes durante a visita, que ocorre no final de um governo muito impopular entre os europeus, especialmente por causa da guerra dos EUA no Iraque.

As divisões a respeito do Iraque estão parcialmente superadas, mesmo porque os europeus já estão mais atentos a possíveis sinais relativos ao sucessor de Bush, a ser eleito em novembro.

Já a respeito do Irã, o esboço de declaração da cúpula, ao qual a Reuters teve acesso, mostra que os EUA e a UE se preparam para ameaçar o Irã com mais medidas (especialmente financeiras) além das sanções já aprovadas pela ONU contra o programa nuclear do país.

Acusado por críticos de fazer uma 'diplomacia de caubói' na maior parte da sua presidência, Bush busca uma abordagem mais cooperativa com seus aliados durante o segundo mandato, e espera forjar um legado de política externa que vá além do Iraque.

Com baixa popularidade em seu próprio país, Bush admite que é malvisto também na Europa. 'Muita gente gosta da América. Às vezes não necessariamente gosta do presidente,' disse Bush à eslovena Pop TV antes de chegar a Ljubljana, na noite de segunda-feira.

(Reportagem adicional de Jeremy Pelofsky em Ljubljana e Tabassum Zakaria em Washington)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG