Bush sancionará lei que financia Iniciativa Mérida

Washington, 27 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, vai assinar o projeto de lei que outorga fundos para a Iniciativa Mérida, projeto com o qual buscará ajudar a combater o narcotráfico e o crime organizado no México e na América Central, informou hoje a Casa Branca.

O Senado aprovou ontem à noite US$ 400 milhões para o México dentro da Iniciativa Mérida para o ano fiscal 2009. Esse montante foi incluído em um projeto de lei de despesas suplementares para as operações militares no Iraque e no Afeganistão.

A Câmara de Representantes já tinha aprovado o mesmo anteprojeto, que, além disso, concede US$ 65 milhões para ajudar América Central, Haiti e República Dominicana na luta contra o narcotráfico.

O diretor do Escritório de Gestão e Orçamento (OMB) da Casa Branca, Jim Nussle, disse que o governante americano assinará o projeto de lei porque contém os "fundos necessários" para as operações militares no Iraque e Afeganistão.

Segundo Nussle, embora a votação tivesse ocorrido mais de 500 dias depois de o presidente Bush apresentar ao Congresso a solicitação de fundos, os legisladores aprovaram em última instância um projeto que "supre as necessidades das tropas, elimina amarras para os comandantes e não excede o nível de despesas particulares solicitadas pela Casa Branca".

"Esta é uma vitória para nossos homens e mulheres uniformizados, e o presidente assinará este projeto de lei", disse Nussle, sem dar detalhes sobre a data.

Eliminadas do projeto final as condições que tinham sido rejeitadas desde o começo, o Governo do México aceitou a nova versão da iniciativa, e considerou a aprovação dos recursos como "um testemunho da maturidade alcançada pelo diálogo entre México e EUA".

A Iniciativa Mérida, lançada por Bush em outubro do ano passado, visa combater a espiral de "narcoviolência" na fronteira com o México, e que ameaça "transbordar" para o lado americano, segundo as autoridades.

Nos últimos anos, o México se transformou em uma plataforma para o tráfico de cocaína produzida na Colômbia, e cujo destino final são os EUA.

A violência ligada aos grupos de narcotraficantes levou o presidente mexicano, Felipe Calderón, a ordenar, em dezembro de 2006, o envio de dezenas de milhares de membros das forças da ordem para combater o crime organizado.

Segundo Edgardo Buscaglia, assessor das Nações Unidas em matéria de corrupção e delinqüência organizada, entre 50% e 60% dos municípios mexicanos são controlados pelo crime organizado.

No entanto, apesar do desdobramento de militares pelos estados mais conflituosos do país, as mortes violentas neste ano chegam a 1.885, segundo dados extra-oficiais publicado hoje pelo jornal "El Universal". EFE mp/bm/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG