Bush revoga perdão concedido a empreendedor

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, decidiu revogar o perdão que havia concedido um dia antes a um empreendedor imobiliário de Nova York.

BBC Brasil |

Isaac Robert Toussie, condenado por fraude e por dar declarações falsas a um departamento do governo tinha sido uma das 19 pessoas agraciadas com o perdão presidencial na terça-feira.

Mas, na quarta-feira, em uma atitude extremamente rara na história americana, a Casa Branca anunciou que Bush estava revisando o perdão por causa de novas informações sobre Toussie.

Entre elas, estariam detalhes sobre seus crimes e doações políticas feitas pelo seu pai.

A porta-voz da Casa Branca Dana Perino disse que a decisão de revogar o perdão foi baseada em "informações que vieram à tona subseqüentemente".

Ela disse ainda que o presidente e seus assessores não tinham estado a par de supostas contribuições feitas pelo pai de Toussie que "poderiam passar uma impressão de impropriedade".

A revogação veio depois de uma reportagem publicada no jornal Daily News, de Nova York, que diz que o pai de Tousie, Robert Toussie, teria doado US$ 28.500 ao Comitê Nacional Republicano em abril passado.

A imprensa americana também divulgou que Toussie teria sido levado à Justiça acusado de enganar clientes de baixa renda vendendo-lhes imóveis de baixa qualidade com custos extras escondidos.

Toussie se declarou culpado em 2001 de acusações de fraude e de dar declarações falsas ao Departamento de Desenvolvimento Urbano e Habitação.

Ele foi condenado em 2003 a cinco meses de prisão, cinco meses de prisão domiciliar e três anos de liberdade condicional.

Correspondentes dizem que a questão dos perdões presidenciais tem ficado cada vez mais politizada e espinhosa.

Em 2001, um comitê do Congresso investigou o perdão concedido em final de mandato pelo presidente Bill Clinton ao financista bilionário Marc Rich, depois da revelação de que a ex-mulher de Rich tinha feito doações ao Partido Democrata.

Mas este perdão foi mantido.

Bush concedeu um número bem inferior de perdões do que Clinton e o presidente Ronald Reagan.

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