Bush retoma rotina sem conseguir objetivos em viagem pelo O.Médio

Washington, 19 mai (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, retomou hoje sua rotina após uma viagem pelo Oriente Médio na qual não conseguiu nem impulsionar o processo de paz na região nem que a Arábia Saudita ajudasse a resolver a crise do petróleo.

EFE |

Bush, que chegou domingo à noite a Washington, se reuniu hoje com o secretário do Tesouro, Henry Paulson, para tratar sobre a situação econômica do país.

Em entrevista exibida hoje pela emissora "NBC", o presidente americano repassou a viagem que o levou na semana passada a Israel, Arábia Saudita e Egito, e se mostrou otimista com a possibilidade de um acordo sobre um Estado palestino antes do fim de seu mandato, em janeiro.

"Acho que existirá um Estado e sei que é necessário para a paz no Oriente Médio. Sinto-me otimista com que poderemos defini-lo durante minha Presidência e colocá-lo em andamento", afirmou.

Apesar de suas palavras otimistas, Bush não conseguiu, pelo menos aparentemente, nenhum dos objetivos que tinha estipulado antes da viagem: impulsionar o processo de paz e pressionar a Arábia Saudita a aumentar sua produção de petróleo e contribuir, assim, a diminuir os altos preços do petróleo.

No vôo de volta a Washington, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Stephen Hadley, disse que a viagem pretendia "deixar claro o apoio dos EUA ao povo israelense" e demonstrar "o contínuo respaldo aos esforços para negociar uma paz com os palestinos".

Durante sua viagem, Bush se reuniu com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, com o rei saudita, Abdullah Bin Abdul-Aziz al-Saud, e, no Egito, com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, o monarca Abdullah II da Jordânia e o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, entre outros.

Ele, no entanto, não se reuniu com o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora.

Em suas declarações a bordo do Air Force One, Hadley afirmou que a crise atual no Líbano pode acabar sendo "uma oportunidade para as forças libanesas da democracia e da liberdade, e para aqueles na região que as apóiam, para fazer com que o Hisbolá preste contas".

Hadley deixou em aberto a possibilidade de que Bush retorne ao Oriente Médio este ano, no que seria sua terceira visita desde janeiro. O presidente voltará, afirmou, "quando houver tarefa a fazer para conseguir o progresso do processo" de paz. EFE mv/db

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