Washington, 1 out (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu hoje as dificuldades enfrentadas pelas forças da coalizão no Afeganistão, mas também destacou que há progressos.

O chefe de Estado americano fez estas declarações após se reunir com o máximo chefe das tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o general David McKiernan.

Antes da reunião, o general expressou em um encontro com a imprensa no Pentágono a necessidade de enviar o mais rápido possível mais tropas ao país.

Bush admitiu que a luta no Afeganistão é dura e a violência vai crescendo.

No entanto, destacou que o Afeganistão está vivendo as duas situações: progressos e dificuldades.

Entre os progressos, citou a melhora em saúde, educação e transporte, e assegurou que o Afeganistão nunca voltará a ser abrigo para os terroristas.

McKiernan, que assumiu o comando das tropas da Otan no Afeganistão em junho, afirmou que não se trata apenas de uma questão de tropas, mas de mais ajuda econômica e maior apoio político.

"O general me informou da situação no Afeganistão e do que vai precisar para assegurar que continuemos contribuindo ao êxito desta democracia", disse Bush.

O presidente afirmou que, junto com o componente militar, a ajuda aos civis é um tema principal para os EUA, que continuarão desenvolvendo programas para a boa Governança centrados na população afegã e em planos de infra-estruturas.

"Há progressos quando se considera que milhões de meninas vão à escola que nunca antes tinham tido a oportunidade de ir ao colégio no Afeganistão. Isso é um progresso incrível", afirmou Bush.

"Há progressos quando as pessoas têm acesso à saúde pela primeira vez. Há progresso quando as estradas são reparadas e os granjeiros podem ir vender seus produtos no mercado", por isso os terroristas não têm lugar no Afeganistão, destacou. EFE elv/db

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