Bush reafirma compromisso e amizade dos EUA com Israel em seu 60º aniversário

Ana Cárdenes Jerusalém, 14 mai (EFE).- O presidente americano, George W.

EFE |

Bush, reafirmou a aliança e a amizade de seu país com Israel ao participar hoje da conferência realizada em Jerusalém por ocasião do 60º aniversário da criação do Estado Judeu.

"A América (EUA) é o melhor e o mais antigo amigo de Israel no mundo", disse Bush na conferência "Enfrentando o Amanhã", convocada pelo presidente israelense, Shimon Peres, e na qual participam 3.500 convidados, entre eles 13 chefes de Estado.

Bush lembrou como o presidente Truman foi o primeiro a reconhecer o Estado de Israel, apenas 11 minutos depois de ter sido declarada a independência em 14 de maio de 1948.

"Feliz aniversário", disse o presidente americano antes de lembrar a "história maravilhosa" do nascimento de Israel e mostrar sua admiração pelos pioneiros e por aqueles que "desde os guetos e atrás do arame farpado nunca perderam de vista o retorno a Jerusalém".

Bush afirmou que a cada ano crescem os laços de amizade com Israel e previu que "chegará o dia em que cada criança do Oriente Médio poderá viver em paz e liberdade e que, quando esse dia chegar, os Estados Unidos estarão ao lado de Israel".

O presidente Peres e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, também participaram da cerimônia e ressaltaram em seus discursos a firmeza da aliança que o Estado Judeu manteve com os EUA ao longo de toda sua história.

A cerimônia esteve encorajada por vários eventos musicais e com dança, com referências à relação especial destes dois países, como a interpretação da conhecida canção de Carole King "You've got a friend" (Você tem um amigo), e a produção de reportagens curtas mostrando momentos históricos desde o nascimento de Israel até hoje.

Antes desta reunião pública, Bush se reuniu esta tarde separadamente com Peres e com Olmert, com que argumentou sobre os principais desafios enfrentados por Israel hoje em dia, a situação regional e o processo de paz com os palestinos.

Em sua conversa com Olmert, o tema principal foi a ameaça de um Irã com capacidade nuclear, que o dirigente israelense qualificou em entrevista coletiva conjunta como de um "perigo do mais alto nível para a segurança na região".

"Israel unirá suas forças com os EUA para tentar frear os iranianos de seus contínuos esforços (de fabricar armas nucleares), que são um claro perigo e uma ameaça para a estabilidade do mundo", declarou.

Bush assegurou que seu país estará ao lado de Israel contra a ameaça de um Irã nuclear e qualificou o Estado Judeu como "uma democracia que, como outras, está sendo ameaçada por extremistas e terroristas, gente que usa a violência para impor sua obscura visão do mundo".

Os dois dirigentes trataram também sobre a situação do Líbano, onde a milícia xiita libanesa Hisbolá (financiada pelo Irã) tomou no fim de semana passado as ruas da capital.

"Estamos muito preocupados de que haja uma tentativa de subverter o processo democrático que tem que se desenvolvido no Líbano", disse Olmert, que mostrou seu otimismo para que seja estabilizada a situação e para que "o Governo do primeiro-ministro Siniora prevaleça contra a provocação e os esforços do Hisbolá e dos iranianos".

Bush disse que o "Hisbolá, que se considera o protetor dos libaneses contra Israel, voltou-se agora contra sua própria gente", e reiterou seu firme compromisso com o Governo libanês de Fouad Siniora.

Os dois dirigentes abordaram também o processo de paz que Israel mantém com os palestinos e sobre a situação na Faixa de Gaza, onde o movimento radical Hamas (também apoiado pelo Irã) tomou pela força o poder em junho de 2007.

"O objetivo declarado do Hamas é a destruição do Estado de Israel" disse Bush, que acrescentou que "nós vamos permanecer firmes ao lado de Israel, da mesma forma que permaneceremos firmes ao lado dos palestinos que não compartilham sua visão (do Hamas)".

Olmert explicou que "uma organização que pretende acabar com o terrorismo não pode continuar disparando contra pessoas inocentes" e mostrou sua esperança de não ter de "atuar contra o Hamas com o poder militar que Israel reserva".

O presidente americano foi o convidado de maior destaque para este aniversário de Israel, uma presença que não pôde compensar as ausências da maioria dos chefes de Estado e Governo do mundo ocidental.

Amanhã, o dirigente republicano viajará às ruínas de Masada - símbolo da revolta judia contra o Império Romano - e se dirigirá aos deputados do Parlamento israelense, antes de continuar sua viagem para a Arábia Saudita e para o Egito. EFE aca/bm/fb

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