Bush ratifica acordo de livre comércio com o Peru

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ratificou um acordo de livre comércio com o Peru que entrará em vigor em fevereiro, apesar da preocupação de lideranças democratas no Congresso americano de que o país não tenha cumprido obrigações trabalhistas e ambientais previstas no pacto.

BBC Brasil |

O Peru é o 14º país a ter assinado um acordo desse tipo com os Estados Unidos desde que Bush assumiu a Presidência, há oito anos.

O governo peruano ficará ficará aliviado com a medida adotada por Bush, que encerra seu mandato na próxima terça-feira e deseja incluir em seu legado a defesa do livre comércio, disse o correspondente da BBC em Lima, Dan Collyns.

As autoridades do Peru temiam que se o documento fosse deixado aos cuidados de uma nova administração que se concentrará em combater a recessão e garantir empregos nos Estados Unidos, a implementação do acordo seria adiada por mais seis meses.

O acordo vai aumentar o acesso do Peru ao mercado americano sem tarifas de importação. Ele irá muito além do estabelecido nas preferências comerciais concedidas por Washington aos países andinos na década de 90.

Em troca, os Estados Unidos vão ter eliminadas as tarifas de importação para mais de 75% de seus bens de produção e consumo, e mais de 65% de suas exportações agrícolas para o Peru.

Agricultores peruanos protestaram contra o acordo, dizendo que ele vai inundar o mercado interno com produtos subsidiados importados dos Estados Unidos, minando a produção agrícola local.

As autoridades peruanas estão tentando garantir os interesses comerciais do país em um momento que o parceiro americano enfrenta uma crise financeira. O Peru está apostando também no mercado asiático e espera fechar acordos comerciais bilaterais também com China, Coréia do Sul e Japão ainda este ano.

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