Bush quer ser lembrado como um libertador

George W. Bush quer deixar para a história a imagem de um presidente que libertou 50 milhões de afegãos e de iraquianos, que trabalhou em prol da paz e que sempre se manteve fiel a seus valores.

AFP |

"Gostaria de ser lembrado como um presidente que libertou 50 milhões de pessoas e que contribuiu para a paz", declarou Bush em uma entrevista divulgada parcialmente nesta sexta-feira pela Casa Branca.

Bush, que será substituído por Barack Obama no dia 20 de janeiro, também quer ser lembrado por sua ação em favor dos idosos nos Estados Unidos e contra a Aids e a malária na África.

"Gostaria de ser lembrado como uma pessoa que não vendeu sua alma à prática política. Cheguei a Washington com valores, e deixo Washington com os mesmos valores", afirmou.

Bush também disse ter consultado a Bíblia "todos os dias desde que sou presidente". "No entanto, aconselho às pessoas que fazem política que se mostrem prudentes com a fé em praça pública", ressaltou.

Em tom de brincadeira, Bush, que reiterou várias vezes nos últimos meses que sentirá falta do contato com os soldados quando não for mais o presidente dos Estados Unidos, acrescentou que também sentirá saudades das viagens no Air Force One, assim como da residência presidencial de Camp David e... do cozinheiro da Casa Branca.

Ao contrário, ele garantiu que não sentirá falta de estar sob os holofotes. "Ser presidente dos Estados Unidos foi uma experiência extraordinária, mas será ótimo ver a atenção se focalizar em outra pessoa", afirmou.

A entrevista foi realizada pela irmã de Bush, Doro Bush Koch, e por Storycorps, um programa de história oral. Segundo o Storycorps, a gravação completa somente estaerá acessível na biblioteca do Congresso e no museu presidencial dedicado a Bush.

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