O presidente George W. Bush menosprezou, nesta quarta-feira, as recentes medidas de liberalização em Cuba, e pediu ao governo da ilha comunista que permita uma verdadeira transição democrática.

"O regime fez gestos de reforma insignificantes, mas Cuba continua dirigida pelo mesmo grupo que oprimiu os cubanos durante quase meio século", declarou Bush em um discurso sobre a política dos Estados Unidos para a América Latina.

"Se Cuba quiser se juntar à comunidade das nações civilizadas, os líderes cubanos precisam iniciar um processo de mudança pacífico e democrático, e a primeira medida deve ser a libertação de todos os prisioneiros políticos", afirmou, depois de informar ter conversado na véspera com dissidentes cubanos.

George W. Bush, falou ontem por telefone durante 45 minutos com dissidentes sobre a situação na ilha e sobre os presos políticos.

Segundo nota divulgada por opositores, em Havana, Bush conversou com os líderes Martha Beatriz Roque, José Luis García "Antúnez", e com Berta Soler, mulher do preso político Angel Moya e ativista das Damas de Branco, que visitaram a Seção de Interesses de Washington em Havana.

Os três deram ao presidente americano uma explicação "a título pessoal" da "situação política, econômica e social do país".

As mudanças na ilha até agora:

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