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Bush promete apoio total dos EUA à Índia

O presidente George W. Bush prometeu neste sábado apoio total dos Estados Unidos à Índia, na investigação dos atentados terroristas de quarta-feira em Mumbai, que deixaram pelo menos 195 mortos.

AFP |

"Prometemos o apoio total dos Estados Unidos num momento em que a Índia investiga os ataques, leva os culpados à justiça e dá continuidade a seu sistema de vida democrático", disse Bush na Casa Branca, ao retornar do feriado prolongado do Dia de Ação de Graças.

"Os assassinos que atacaram nesta semana são brutais e violentos, mas o terror não terá a última palavra", disse Bush.

"O povo da Índia é resistente. O povo da Índia é forte. Construiu uma democracia pujante e multiétnica", declarou.

"As pessoas da maior democracia do mundo podem contar com o fato de a democracia mais antiga do mundo estar a seu lado enquanto se recupera dos atentados", acrescentou Bush

Pelo menos cinco americanos morreram nos ataques terroristas a Mumbai.

Amigos e colegas dos americanos mortos expressaram seu pesar neste sábado.

A ex-mulher de Alan Scheer, abatido junto da filha adolescente em um dos hotéis de Mumbai, lembrou que ele havia dedicado sua vida à meditação e a promover a paz; a comunidade judaica de Nova York recordou o rabino Gavriel Holtzberg, também morto em Mumbai, como um homem desisteressado e humilde que havia construído um centro judeu na Índia.

Já os serviços da contra-espionagem dos Estados Unidos suspeitam de um grupo de fundamentalistas islâmicos baseado na Caxemira, que poderia ser o Lashkar-e-Taiba, informou à AFP um funcionário do setor.

"Certas informações recolhidas até agora indicam uma conexão com a Caxemira", declarou sob anonimato, precisando, no entanto, que ainda "é cedo para tirar conclusões definitivas".

"Neste momento, os olhares se dirigem para o Lashkar-e-Taiba", um grupo fundamentalista muçulmano baseado no Paquistão e que luta contra a presença indiana na Caxemira. Em 2001, foi responsabilizado por um ataque contra o Parlamento indiano.

Segundo o funcionário americano, Lashkar-e-Taiba contou "no passado" com o apoio dos serviços secretos paquistaneses e, "às vezes, treinou com a Al-Qaeda".

ch/ddl/sd

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