Bush promete meta de longo prazo contra aquecimento

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse na quarta-feira esperar que os países desenvolvidos e em desenvolvimento possam avançar rumo a fixar uma meta de longo prazo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Líderes do Grupo dos Oito (G8, formado por países industrializados) vão se reunir na próxima semana, no Japão, com dirigentes de outras nações poluentes -- Brasil, Índia, China, México e África do Sul -- a fim de discutir metas de longo prazo e medidas provisórias para cortar a emissão de gás carbônico.

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O G8 -- formado por Japão, Canadá, França, Alemanha, Itália, Rússia, EUA e Grã-Bretanha -- acertou no ano passado avaliar com seriedade a fixação de uma meta global para diminuir as emissões em 50 por cento até 2050.

Segundo Bush, qualquer acordo do tipo precisaria incluir outros países e não apenas as maiores nações industrializadas, um ponto fundamentalmente controverso das negociações.

'A primeira coisa é garantir um consenso sobre a necessidade de todos aceitarem uma meta de longo prazo', afirmou o presidente a repórteres na Casa Branca. 'O processo será eficiente quando todas as grandes economias sentarem-se à mesa.'

Em abril, o presidente norte-americano defendeu que seu país estabilize seu volume de emissões até 2025, algo que gerou críticas no mundo todo por ser considerada uma medida tímida demais.

Bush também se opôs a um plano econômico amplo prevendo limites para a emissão de dióxido de carbono.

'O primeiro passo consiste em acertar uma meta de longo prazo', disse a repórteres. 'Eu falei com o nosso representante a esse respeito e ele parece estar confiante no fato de as pessoas estarem compreendendo que vamos ter de adotar uma meta de longo prazo.'

'Tenho a esperança de que consigamos fazer isso nesse encontro', afirmou Bush. 'Se isso não for possível, continuaremos a caminhar para atingirmos nosso objetivo.'

O tempo está se esgotando para a aprovação de um acordo do clima capaz de suceder o Protocolo de Kyoto, que deixa de vigorar em 2012.

Negociadores de vários países presentes no encontro de dezembro passado em Bali para discutir as mudanças climáticas acertaram dar início a um processo de dois anos com o intuito de adotar um novo tratado no final de 2009, em uma conferência a ser realizada em Copenhague.

Os EUA não aderiram ao Protocolo de Kyoto, afirmando que as metas compulsórias de corte nas emissões prejudicariam a economia norte-americana e dariam uma vantagem injusta a países em desenvolvimento cujas economias crescem em alta velocidade, como é o caso da China e da Índia.

(Reportagem de Jeremy Pelofsky)

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