Bush promete mais tropas para força da Otan no Afeganistão

Por Andrew Gray MUSCAT (Reuters) - O presidente George W. Bush prometeu que os Estados Unidos vão fornecer a partir de 2009 um número significativo de soldados adicionais para a missão da aliança no Afeganistão, disse na sexta-feira o secretário norte-americano de Defesa, Robert Gates.

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A promessa foi feita na quinta-feira durante a cúpula da Otan em Bucareste, informou Gates a jornalistas no avião que o levou da Romênia para Omã.

'O presidente indicou que esperava em 2009 que os Estados Unidos façam uma contribuição adicional significativa', afirmou Gates.

O mandato de Bush termina em janeiro, mas Gates disse que a guerra contra o Taliban no Afeganistão tem amplo apoio político nos EUA e que o próximo presidente deve honrar a promessa.

'Não importa quem seja eleito, vai querer sem bem sucedido no Afeganistão', disse Gates.

Os EUA contribuem com cerca de 17 mil dos 47 mil soldados da Otan no Afeganistão, o maior contingente dentro da força multinacional.

Gates disse que ainda é cedo para especular sobre o tamanho da contribuição adicional.

Washington vem pedindo a seus aliados que redobrem seus esforços no Afeganistão diante do aumento da violência.

Alguns aliados da Europa, onde há substancial ceticismo da opinião pública com relação à missão, relutam em enviar mais tropas, pois sentem que os EUA poderiam contribuir mais se não tivessem desviado seus recursos para a guerra do Iraque.

Mas, durante a cúpula, os líderes da Otan prometeram um comprometimento de longo prazo com a missão.

'Acho que está ótimo, diante de tantos desafios que os aliados enfrentaram, das dificuldades de alguns deles em casa politicamente em termos desta missão', disse Gates.

Segundo ele, quando a Otan assumiu a tarefa de tentar estabilizar todo o Afeganistão, poucos aliados -- se é que algum -- 'entenderam em que estávamos entrando como aliança, que a natureza da missão iria mudar do que eles previam, sendo muito mais difícil e durando muito mais'.

(Reportagem de Oleg Shchedrov e Mark John)

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