Bush prepara recepção excepcional ao Papa

O presidente americano, George W. Bush, reserva para Bento XVI uma recepção excepcional, na segunda visita de um Papa à Casa Branca, anunciou a assessoria da presidência.

AFP |

Pela primeira vez, em mais de sete anos de presidência, Bush e sua mulher, Laura, farão, nesta terça-feira, o trajeto entra a Casa Branca e a base aérea de Andrews, no sudeste de Washington, para receber o Papa, em sua condição de chefe de Estado, quando descer do avião.

Entre 9.000 e 12.000 convidados são esperados na quarta-feira nos jardins da Casa Branca, se o tempo permitir, para a cerimônia de boas-vindas. O número é bastante acima dos 7.000 convidados que receberam com grande pompa, em maio de 2007, a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, e talvez até mais do qualquer outro evento desse tipo na presidência Bush.

Na semana passada, em entrevista a uma rede de TV católica, o presidente explicou as honras reservadas ao Papa: "porque é uma pessoa realmente muito importante de vários pontos de vista. Em primeiro lugar, fala para milhões de pessoas. Em segundo lugar, não vem como homem político, vem como homem de fé. E, em terceiro lugar, subscrevo tanto esta noção de que (...) na vida há o certo e o errado, que o relativismo moral compartilha o perigo de minar as possibilidades de ter sociedades feitas de liberdade e de esperança, e quero honrar minhas convicções".

Apesar das diferenças entre Washington e o Vaticano, as convicções religiosas de Bush (ainda que seja protestante) e a influência considerável delas em suas políticas ajudam a questionar se Bush não poderia ser considerado o primeiro presidente católico americano.

Bento XVI faz sua primeira visita aos Estados Unidos desde que se tornou Papa, em 2005. Até então, a única visita de um Sumo Pontífice à Casa Branca havia sido a de João Paulo II, recebido por Jimmy Carter, em 6 de outubro de 1979.

lal/tt/LR

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